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Maia contradiz discurso do governo Dilma e defende liberação de documentos ultrassecretos

Lilian Venturini

13 de junho de 2011 | 17h11

Tânia Monteiro, da Agência Estado

O presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), defendeu nesta segunda-feira, 13, a abertura do sigilo de informações sobre documentos considerados ultrassecretos. “A sociedade tem direito de conhecer a sua história. Quanto mais a história for divulgada, melhor. Não vejo nenhum problema, se gradativamente, o Brasil vá liberando e trabalhando isso com a sociedade. Esse é um debate que precisamos fazer mas, na minha opinião, essa é uma questão que faz parte da história do Brasil e, portanto, pode e deve estar à disposição da sociedade como um todo”, disse Maia, após a solenidade de posse dos ministros Ideli Salvatti (Relações Institucionais) e Luiz Sérgio (Pesca e Aquicultura).

Questionado sobre a pressão que os ex-presidentes José Sarney (PMDB-AP) e Fernando Collor (PTB-AL) estariam fazendo para que esses conteúdos não sejam abertos, Maia disse: “Eu não sei de nenhum movimento nesse sentido”. O deputado ainda indicou não acreditar que a abertura do sigilo seja um problema para os ex-presidentes. “Não acho que vai desagradá-los.”

Mais cedo nesta segunda-feira, Sarney afirmou que a abertura de documentos históricos pode “abrir feridas” do passado e defendeu a manutenção do sigilo eterno. “Os documentos históricos que fazem parte da nossa história diplomática, do Brasil, e que tenham articulações, como o Rio Branco teve que fazer muitas vezes, não podemos revelar esses documentos, senão vamos abrir feridas”, disse o presidente do Senado.

Em entrevista à Agência Estado, a nova ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, afirmou que o governo vai defender o sigilo eterno desses documentos para atender ao desejo de ex-presidentes como Sarney e Fernando Collor.

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