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‘O Brasil não pode ficar refém de uma só pessoa’, diz Ciro Gomes sobre intervenção de Lula

Lilian Venturini

30 de maio de 2011 | 17h25

Carmen Pompeu, especial para o Estado

O ex-deputado federal Ciro Gomes disse nesta segunda-feira, 30, em Fortaleza, que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva “cometeu um erro” ao ir a Brasília conversar com a presidente Dilma Rousseff. “Se quer ajudar, passa um telefonema”, afirmou Ciro. E acrescentou: “O Brasil não pode ficar refém de uma só pessoa, ficar na dependência do Lula, do Ciro, da Dilma”, comentou. A atitude do ex-presidente, na avaliação de Ciro, tirou capital político da presidente.

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Ciro disse também ver “com tristeza” as denúncias de enriquecimento envolvendo o ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, e que aguarda explicações. “Sou formado em Direito e eu o presumo inocente. Dito isto, é muito constrangedor o que está acontecendo”, afirmou. “Estou assim como toda a Nação, aguardando explicações. Não é razoável que não haja explicação”, completou.

Ciro ainda criticou o que chamou de dicotomia entre o PT e o PSDB. Afirmou que o bipartidarismo que estão, segundo ele, impondo aos brasileiros causa um imenso mal ao Brasil em todas suas instâncias. Para Ciro, na área política, o País está desacelerando completamente. “A bipolaridade partidária é uma ideia que condena o Brasil a uma paralisia que não é possível”, criticou.

Fim do silêncio. Sem mandato político, Ciro disse que tem adorado ficar calado. Nesta segunda, deu uma palestra no plenário da Assembleia Legislaltiva do Ceará e falou sobre meio ambiente e atacou o novo Código Florestal, aprovado pela Câmara na semana passada. “[O Código] É um grande erro”, disse. Ciro definiu Brasília como “um aquário fora do planeta” e chamou de “alienada” a atual coalização partidária. Como exemplos, mencionou o aborto e a questão da união homoafetiva. “O Congresso não delibera sobre esses assuntos. E quando delibera, o faz sob estereótipos”, condenou.

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