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Lula foi o estadista que viu o caminho contra a crise em 2008, afirma Dilma

Jennifer Gonzales

31 de outubro de 2011 | 21h59

Jair Stangler, do Estadão.com.br

A presidente Dilma Rousseff definiou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como o “estadista” mundial que apontou o caminha para superar a crise internacional de 2008.  A presidente participou da entrega do prêmio “As empresas mais admiradas do Brasil”, concedido pela revista Carta Capital.

O elogio foi uma maneira de homenagear Lula, diagnosticado com câncer de laringe no último final de semana e a quem ela visitou antes de participar da entrega do prêmio. Segundo disse ao deixar o hospital, Lula só queria falar da reunião do  G-20 – que acontece dias 3 e 4 em Cannes, na França. Lula iniciou nesta segunda o tratamento de quimioterapia. Dilma definiu Lula ainda como “um sobrevivente, um guerreiro, um superador de desafios.”

“Presto um sincero tributo ao estadista brasileiro e mundial que percebeu lá em 2008 que a maneira mais eficiente de enfrentar a crise internacional que explodia naquela época em Wall Street e começava a contaminar o planeta era com investimento, desonerações tributárias, apoio dos bancos públicos, estímulo ao consumo  e ao crescimento econômico. Foi graças a essa visão estratégica de estadista de Luiz Inácio Lula da Silva que o Brasil foi o primeiro País a sair daquela fase da crise e reúne hoje condições de enfrentar novas ameaças com segurança e estabilidade. O presidente Lula nos legou uma receita de desenvolvimento”, declarou.

A fala de Dilma no evento desta segunda antecipou o tom do discurso que vai adotar no G-20. Dilma já viajou para a França na noite desta segunda-feira, 31, pois realiza encontros anteriores com os presidentes da França, Nicolas Sarkozy, e dos Estados Unidos, Barack Obama.

“Orgulho de trabalhadores e de empresários”

No evento, Dilma afirmou ainda que um país como o Brasil tem de ter orgulho de seus trabalhadores e seus empresários. Destacou o grande vencedor da noite, Eike Batista. “Escolhi uma pessoa e não uma empresa, porque os líderes empresariais é que fazem a diferença”, disse.

Segundo ela, estar entre empresários antes de viajar para o G-20 é “inspirador”. Os empresários brasileiros, em sua avaliação, têm anos de vivência de crise e sobrevivência das situações mais difíceis. “Isso é inspirador para o que acontece no mundo”, afirmou. Segundo ela, não se trata de soberba, mas de inspiração para enfrentar os desafios.

A presidente afirmou que vai defender que, além de medidas financeiras urgentes, o G-20 também proponha um plano para o emprego, em especial nos países desenvolvidos. “Nós somos capazes de fazer a nossa parte”, declarou. Se todos fizerem ajustes recessivos, a recessão será uma profecia auto-realizável”, acrescentou.

“Estou convencida de que este foco no crescimento com redução de desigualdades são parte essencial da solução para superar a crise global. Guerra cambial e recessão e desemprego não são a solução. Investir no crescimento não é ideológico”, defendeu.

Afagos entre Dilma e Alckmin

No mesmo evento, Dilma e Alckmin voltaram a trocar afagos, como já haviam feito antes. Dilma destacou a parceria entre o governo federal e o governo de São Paulo. Em sua fala, além de manifestar seu apoio a Lula, Alckmin teceu elogios à maneira como Dilma se relaciona com os governadores, mesmo os de campos opostos, e aprovou também que o governo federal tenha adotado o sistema de concessões para a construção de novos aeroportos.

Também participaram da entrega do prêmio os ministros Helena Chagas (Comunicação Social), Guido Mantega (Fazenda), Gilberto Carvalho (Secretaria Geral da Presidência), Ideli Salvatti (Relações Institucionais), Iriny Lopes (Mulheres), Garibaldi Alves (Previdência), Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia) e Fernando Pimentel (Desenvolvimento), o governador Cid Gomes (CE) e o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab.

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