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Lula e Dilma lançam Mercadante e Marta em SP

Armando Fávaro

24 de abril de 2010 | 11h09

Por Roberto Almeida

Com presença confirmada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da pré-candidata petista à sucessão, Dilma Rousseff, o PT lança hoje na quadra do Sindicato dos Bancários, no centro de São Paulo, as pré-candidaturas de Aloizio Mercadante ao governo paulista e de Marta Suplicy ao Senado “para colocar São Paulo em sintonia com o Brasil”.

O slogan, um dos ventilados pela campanha petista nos últimos dias, deve ser o tema da primeira das muitas prováveis aparições de Lula e Dilma nos palanques de Mercadante e Marta, que vão se multiplicar na capital e no interior do Estado nos próximos meses e garantir exposição à candidatura presidencial do partido.

A estratégia, além de tentar amealhar votos com a popularidade de o presidente, servirá para bater em teclas já descritas no documento elaborado pelo PT paulista para o encontro. Segundo o texto, o programa de governo de Mercadante conta com 15 diretrizes – todas com ataques às gestões tucanas à frente do Palácio dos Bandeirantes, de Mário Covas e Geraldo Alckmin a José Serra.

Entre as críticas, que serão homologadas no encontro, estão a “falta de parceria republicana”, isto é, a carência de “sintonia com o Brasil” alegada pelo partido, além de problemas com enchentes, educação, “colapso no transporte público” e “falta de transparência e autoritarismo” do governo Serra.

Para a base de apoio ao programa, o PT já angariou seis partidos. O PDT, que deve indicar o vice, encabeça a lista, seguido por PPL, PR, PRB e PTdoB que devem compor a chapa, que tenta alianças com PTN, PRP, PSL, PHS e PSC para obter valiosos minutos no programa eleitoral.

O PSB estuda candidatura própria ao governo com o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, mas não descarta aderir à chapa com o nome do vereador Gabriel Chalita para a segunda vaga no Senado. Já o PC do B espera, com o vereador e cantor Netinho de Paula, garantir a vaga em detrimento de Chalita.
[BOLD]União. [/BOLD]Há quatro anos, o cenário do PT paulista era bastante diferente. Ao contrário de 2006, quando Mercadante e Marta disputaram prévias para saber quem concorreria ao Palácio dos Bandeirantes, o partido prescindiu de uma disputa formal interna para escolher os nomes.

A união da chapa é celebrada pelo comando de campanha e pelos pré-candidatos. “O ambiente no PT é outro”, disse o presidente da sigla no Estado, Edinho Silva.

As andanças da dupla por São Paulo devem começar a partir de 1º de maio. Mercadante tem a intenção de percorrer o Estado quatro dias por semana – de dois a três no interior e um na capital.

Marta, por sua vez, deve atuar em outra frente de municípios, com agenda ainda não definida. O objetivo do partido, ao separar os dois pré-candidatos, é multiplicar palanques pelo interior.

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