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Lula diz que vê com tranquilidade o blocão, mas que nada está consolidado

Camila Tuchlinski

17 de novembro de 2010 | 15h09

Tânia Monteiro e Leonencio Nossa, da Sucursal de Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que vê “com tranquilidade” a formação do bloco, na Câmara, de 202 deputados, integrado pelo PMDB, PP, PR, PTB e PSC. Mas deixou claro que o bloco ainda não está consolidado e que o PT não aceitará provocações. “A política é como o leito de um rio. Se a gente não for um desmancha-ambiente, a gente deixa a água correr tranquilamente e tudo vai se colocando de acordo com o que é mais importante. Se as pessoas tentam, de forma conturbada, mexer na política, pode não ser muito bom. Eu acho que a hora é dos partidos começarem a discutir, porque tem 48% de renovação na Câmara, tem (renovação) no Senado, quem é que vai ser presidente da Câmara, quem é que vai ser do Senado.”, declarou Lula. “Acho que o papel dos partidos é conversar”, afirmou.

O objetivo do PMDB em articular o bloco com partidos da base aliada era isolar o PT na Câmara e deixar Dilma refém dos interesses dessas legendas. Lula disse que não o assusta a posição do PMDB, de exigir mais cargos do que possui hoje no Ministério.”Acho que não”.”O papel dos partidos agora é de conversar, conversar e conversar. Porque tem muita coisa para ser feita e quando começar, nós temos de votar reforma política. Temos de começar a debater isso”, afirmou.

Para Lula, o importante é que o País está vivendo uma situação de “tranquilidade”. E sobre o apetite dos partidos políticos em relação aos cargos, afirmou: “a eleição da Dilma foi uma coisa importante para o Brasil. Pelo fato de ela ser mulher é uma coisa extremamente importante, é algo a mais”.

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