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Líderes de oposição reforçam pedido para que MP investigue Palocci

Armando Fávaro

24 de maio de 2011 | 12h40

Rosa Costa, de O Estado de S.Paulo

BRASÍLIA – Ao mesmo tempo em que iniciaram a coleta de assinaturas de apoio para uma CPI mista que investigue as atividades de consultor do ministro chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, os líderes dos partidos de oposição – PSDB, DEM, PPS e PSOL – decidiram nesta terça-feira, 24, encaminhar novas representações ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, sobre o caso. Eles querem que o Ministério Público investigue o crescimento do patrimônio do ministro e o fato de Palocci ter apresentado emenda disponibilizando R$ 250 mil do Orçamento da União para uma entidade na qual o cargo de vice-presidente era ocupado por sua cunhada, Heliana da Silva Palocci.

“Temos a esperança que as pessoas que ainda possuem capacidade de indignação possam assinar as representações e o requerimento para viabilizar a CPI e que se investigue os valor recebidos pelo ministro entre a campanha e a posse da presidente Dilma Rousseff”, afirmou o líder do PSDB, senador Álvaro Dias (PR). Ele voltou a defender a saída de Palocci do cargo de ministro, em oposição à blindagem dos que tentam protegê-lo.

“Os que blindam o ministro Palocci nesta hora estão prevaricando, porque os fatos são tão visíveis, palpáveis e graves, que a blindagem é prevaricação”, alegou Dias. O líder do DEM, deputado Antonio Carlos Neto (BA), entende que o crescimento do patrimônio do ministro “é altamente suspeito” e, portanto, tem necessariamente de ser explicado à sociedade.

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