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Líder do PSDB diz que governo está contaminado por crise em torno de Palocci

Armando Fávaro

23 de maio de 2011 | 16h36

Eduardo Bresciani, do estadao.com.br

Na escalada de críticas contra o ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, o líder do PSDB no Senado, Alvaro Dias (PR), defendeu a saída dele do governo. Para o tucano, a presença do ministro “contamina” o governo da presidente Dilma Rousseff.

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“O governo está contaminado com a sua presença. Pode-se até dizer que a oposição está indo em socorro ao governo ao pedir sua saída porque esse caso está contaminando a administração federal”, disse Alvaro Dias em entrevista nesta segunda-feira, 23.

O tucano afirmou que a revelação do faturamento da empresa de Palocci, de alguns de seus clientes e a confirmação da cobrança de taxa de sucesso deixa indícios de prática de tráfico de influência pelo ministro. “É elementar que ele se afaste até o esclarecimento cabal de todas as denúncias. Se absolvido, ele retorna, se condenado paga o que a Justiça decidir”.

Alvaro Dias fez também um discurso em plenário. Ele destacou que a oposição vai aditar a representação feita contra o ministro na Procuradoria-Geral da República e que busca assinaturas para instalar uma CPI. Nessa terça, lideranças de PSDB, DEM, PPS e PSOL farão uma reunião para definir a estratégia para os próximos dias.

O senador Jarbas Vasconcellos (PMDB-PE) também falou sobre o tema em plenário. Ele lembrou o caso da quebra de sigilo do caseiro Francenildo Costa e afirmou que o ministro está desperdiçando sua “segunda chance”. Jarbas cobrou que Palocci abra suas contas como foi feito por assessores seus com Francenildo. “O ministro não pode mais se esconder atrás de uma cortina de ferro”.

As senadoras Ana Amélia Lemos (PP-RS) e Marisa Serrano (PSDB-MS) também cobraram explicações do ministro.

Vice-líder. Para o vice-líder do PSDB na Câmara dos Deputados, Luiz Fernando Machado (SP), as suspeitas sobre Palocci afetam a relação do governo com sua base aliada. Na avaliação do tucano, as sequelas da operação de blindagem do ministro no Congresso poderão ser observadas na votação do Código Florestal.

“Para não convocar o ministro Antonio Palocci, a base do governo, especialmente aqueles que estão vinculados à votação favorável do Código Florestal, exigiram que o governo deixasse o Código Florestal ser votado”, disse Machado à TV Estadão nesta segunda.

Assista à íntegra da entrevista:

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