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Líder do governo nega que base aliada seja frágil e minimiza crise

Armando Fávaro

13 de maio de 2011 | 15h28

Gustavo Uribe, da Agência Estado

SÃO PAULO – O líder do governo federal na Câmara dos Deputados, Cândido Vaccarezza, negou nesta sexta-feira, 13, que a base aliada seja frágil e minimizou a crise enfrentada na quinta-feira, 12, pelo governo federal diante do impasse na votação do Código Florestal. “Se alguém está frágil, não é a base do governo”, disse, após participar de debate nesta manhã, promovido pela Fecomercio-SP, na capital paulista. “O que eu tenho visto é que até agora o governo federal aprovou todas as questões que sejam de seu interesse.” O petista reconheceu, contudo, que o imbróglio pode afetar as negociações com a oposição.”A oposição já fez uma declaração de guerra ao governo, mas nós não vamos aceitar”, disse.

A votação do Código Florestal deflagrou na quinta na Câmara dos Deputados a primeira celeuma política na base aliada da presidente Dilma Rousseff. O governo federal interferiu no adiamento da votação, o que gerou insatisfação entre lideranças de siglas que apoiam o Palácio do Planalto. O líder do PMDB na Câmara Federal, Henrique Eduardo Alves (RN), por exemplo, prometeu à bancada que nada será votado enquanto não for resolvido o impasse em torno do tema. Vaccarezza afirmou nesta sexta que irá procurar o PMDB para discutir o Código Florestal, mas ressaltou que o governo federal tem posição consolidada sobre a iniciativa.

“Nós vamos discutir com calma, mas vamos votar o Código Florestal”, garantiu o petista. “O governo federal quer uma posição equilibrada, que garanta o meio ambiente e a agricultura.” O parlamentar minimizou ainda as declarações de quinta, que, segundo ele, foram feitas “no calor de um debate”.

“Aquele momento foi muito emocional, porque a maioria queria votar”, afirmou o parlamentar, destacando que o governo federal entendeu que a votação naquele momento poderia da vazão a teses condenadas pela população brasileira. “Nós não vamos consolidar todas as áreas que foram desmatadas, não dá para fazer isso.”