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Levei um ano e meio para aprender a falar companheiro e companheira, diz Dilma

Jennifer Gonzales

15 Julho 2010 | 00h05

Evandro Fadel / CURITIBA

A candidata a presidente pelo PT, Dilma Rousseff, acentuou nesta quarta-feira, 14, em Curitiba, durante discurso a cerca de 200 dos 399 prefeitos paranaenses que nada vai se conseguir no País se não houver parcerias “estreitas” com as prefeituras. “Elas se manifestaram aqui no Paraná”, disse a candidata. “O Paraná dá exemplo quando se refere ao combate à pobreza, que não é só o Bolsa Família, mas a percepção de que só se tem a grandeza que o País exige se forem feitos projetos para 190 milhões de habitantes.”

Segundo Dilma, que estava acompanhada do vice, deputado federal Michel Temer (PMDB-SP), é preciso ter a consciência de que a medida do resultado das políticas econômica, industrial e social é a qualidade de vida da população. “Jamais, no governo Lula, perguntamos a filiação partidária, convicções religiosas ou esportivas, nunca fizemos isso porque esse país só irá para a frente se a gente perceber que, nas eleições, tem projetos diferentes, mas governamos com todos”, afirmou. “Foi essa a marca do governo Lula.”

Depois de enfrentar a possibilidade de não ter um palanque forte no Estado, Dilma comemorou a decisão do senador Osmar Dias (PDT) de participar das eleições como candidato ao governo. “O Paraná mostrou extrema maturidade, exemplo de conduta política porque tivemos imensas dificuldades”, disse. “Estavam enganados os que achavam que não seríamos capazes de construir essa unidade, partimos hoje de outro patamar, baseado em princípios éticos.” Antes Dias havia dito que conhecia cada política do governo Lula. “Mas levei um ano e meio para aprender a falar companheiro e companheira e agora tem também camarada porque o PC do B está com a gente”, emendou.

Em seu discurso, Dilma prometeu que criará, em um primeiro momento, escolas técnicas em todos os municípios com população acima de 40 mil habitantes, além de seis mil creches nos próximos quatro anos. “Primeiro a gente faz o possível, depois o necessário e, por último, acaba fazendo sem querer o impossível”, afirmou. “Em vários momentos nós fizemos o que alguns em momentos passados acharam que era impossível.” Ela citou, como exemplo, o pagamento ao Fundo Monetário Internacional.

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