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‘Lei vale para todos’, avisa chefe da PF em São Paulo

luisbovo

18 de novembro de 2013 | 21h48

Roberto Troncon avalia que prisão dos mensaleiros indica que ‘País está mudando’

O superintendente da Polícia Federal em São Paulo, delegado Roberto Troncon, disse nesta segunda feira, 18, que “a lei vale para todos”. Ao ser indagado se a prisão dos mensaleiros, condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), é indicativo de que o País está mudando, Troncon declarou. “Sem entrar no mérito do julgamento (do mensalão), a gente pode perceber que a lei vale para todos.

O chefe da PF em São Paulo assinalou que existe “uma decisão soberana da Corte mais elevada do sistema de Justiça criminal (Supremo Tribunal Federal) e ela está sendo cumprida sem nenhum trauma institucional”. “É uma evolução, sim.”

Troncon faz um retrospecto das duas últimas décadas. “Se olharmos os últimos 20 anos, um pouco mais de 20 anos, quando tivemos um presidente da República impedido (Fernando Collor, cassado em 1992) ) e, desde então, quando tivemos autoridades e pessoas de elevado poder econômico, como banqueiros, e autoridades dos 3 Poderes da República sofrendo as consequências previstas em lei, em razão do processo legal para apuração de determinada infração, acho que o País tem mudado sim.”
O delegado da PF avalia que o cenário atual serve “para desmistificar aquele pensamento popular do passado de que a lei só seria aplicável para determinadas pessoas ou determinadas classes não influentes seja política, seja economicamente.”

Ele faz uma reflexão. “A pergunta que fica: será que no passado não havia pessoas de alto poder econômico e de projeção política que cometiam crimes? Ou será que o Brasil não era tão transparente, as instituições não funcionavam com tanta independência e a sociedade não tinha as mesmas condições que as atuais de acompanhar o desenrolar dos fatos pela imprensa livre?”

“Me parece que o Brasil tem avançado em todos esses cenários”, pondera Roberto Troncon. “Uma imprensa livre, que é o melhor controle social que se pode ter sobre o Estado e os agentes públicos, um sistema de Justiça criminal que tem funcionado com independência, a Polícia com atuação imparcial, e aí a Polícia Federal, sem falsa modéstia, é um bom exemplo disso. Os mecanismos do Estado democrático de Direito têm funcionado. Isso é motivo de comemoração por parte da sociedade.”

 

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