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Jurista cogita impeachment de Mendes por suposta ligação de Serra antes de pedido de vista

Bruno Siffredi

30 de setembro de 2010 | 12h25

Bruno Siffredi

O jurista e professor de Direito Wálter Fanganiello Maierovitch afirma nesta quinta-feira, 30, em texto publicado no seu blog, que a reportagem publicada pelo jornal Folha de S.Paulo nesta quinta-feira, 30, segundo a qual o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes teria ouvido o candidato do PSDB, José Serra, antes de interromper o julgamento sobre a exigência de dois documentos na eleição deste domingo, 3, causou “perplexidade” entre membros da corte.

“Já se fala, mas não se sabe se é o momento adequado, no impeachment do ministro Gilmar Mendes. É o que ecoa a ‘rádio corredor’ do Supremo, caso seja comprovada a denúncia. A ‘rádio corredor’ ecoa nos gabinetes e ministros frequentam os corredores”, afirma Maierovitch.

O jurista ressalta que o julgamento “transcorria sem nenhuma dificuldade de ordem técnica-processual” e o pedido de vistas de Mendes causou estranheza porque “a matéria examinada pelos ministros não tinha complexidade jurídica”.

Maierovitch lembra que “na história nunca houve impeachment de ministro do STF”, mas destaca a gravidade da acusação apresentada pela reportagem. Segundo ele, “o fato é grave porque coloca em jogo o direito de cidadania. Trata-se de um ministro do Supremo, que tem como obrigação a isenção”.

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