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Jucá confia na “responsabilidade” da Câmara para aprovar mínimo de R$ 545

Ricardo Chapola

11 de fevereiro de 2011 | 12h09

Eduardo Bresciani

BRASÍLIA – O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), afirmou nesta sexta-feira confiar na “responsabilidade” dos deputados para aprovar o salário mínimo de R$ 545, como defende o governo. Reportagem do Estado mostra que governo já admite que o valor pode chegar a R$ 560.

Jucá compareceu à Casa nesta sexta-feira e fez um discurso duro em plenário defendendo a responsabilidade fiscal. Na saída, garantiu que a base está fechada na Câmara e no Senado no valor proposto pelo governo para o mínimo.

“O salário mínimo é resultado de uma conta ajustado pelas centrais do reajuste acumulado pela correção monetária. O governo propôs uma lei para que isso não seja modificado no futuro. Essa lei vai levar a R$ 545 agora e a algo em torno de R$ 615 no ano que vem”, afirmou.

Questionado se o Senado teria condições de reduzir o valor caso a Câmara aprove R$ 560, Jucá fez a cobrança à outra Casa. “Não faço discussão sobre isso (R$ 560). Confio no trabalho da Câmara e na responsabilidade dos deputados e espero que venha R$ 545”. Cumprido o cronograma de votação na próxima semana na Câmara, Jucá acredita que o Senado resolverá o tema também no mês de fevereiro.

Cortes

O líder do governo no Senado comentou também o corte de R$ 50 bilhões anunciado pelo Executivo. Jucá afirmou que a decisão é com base no cenário econômico atual e que poderão ser feitos ajustes posteriores de descontingenciar alguns recursos ou realizar mais cortes.

“O governo cortou e contingenciou o que é necessário no momento e vai agir com responsabilidade fiscal. Vamos ver como a economia vai se comportar e avaliar novamente depois. Economia é monitorar as variáveis sempre”, disse.

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