As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Jovens ‘vandativizam’ para protestar contra propaganda irregular

Jennifer Gonzales

26 de setembro de 2010 | 22h03

Jair Stangler

Um grupo de jovens paulistanos indignados com políticos desrespeitam a lei antes mesmo de serem eleitos resolveu partir para a ação.

Os integrantes do “Vandativismo” (neologismo que dá nome ao grupo e une as palavras “vandalismo” e “ativismo”) resolveram sair por São Paulo queimando e pichando cavaletes, banners e outras propagandas colocadas em locais proibidos pela legislação eleitoral.

De acordo com a Lei 12.034, é proibido colocar propaganda eleitoral em árvores e jardins em áreas públicas e em muros divisórios. A lei também deixa claro que o material de campanha não pode dificultar o tráfego.

Assista ao resultado dessa açãopropagandairregular.jpg

Em entrevista ao ‘Estado’, um dos integrantes do grupo explicou que o movimento é apartidário. “A gente resolveu fazer as coisas porque eles não seguem a lei mesmo. Se eles fazem isso agora, imagina quando forem eleitos”, diz o “vandativista”.

Segundo ele, o grupo é formado por quatro pessoas, mas após a divulgação dos vídeos, há mais pessoas querendo participar e oferecendo ajuda. O vandativista explica que um dos motivos pelo qual eles fizeram o vídeo era para que “as pessoas, cidadãos comuns vissem que também podem fazer a diferença. Se a fiscalização não faz, a gente faz.”

Ele diz ainda que não tem previsão para fazer novas ações como a que resultou no vídeo. Copnta que não chegaram a passar por nenhuma dificuldade durante as ações. “Algumas pessoas paravam e perguntavam o que a gente estava fazendo. Aí a gente explicava que era porque esses candidatos não estavam respeitando a lei e ficava tudo bem. Antes eles pensavam que a gente era ligado algum partido”, relata.

O jovem conta também que tiveram cuidado com o fogo. “Tinha sempre alguém com um extintor de incêndio perto.”

O rapaz contou que esconde a identidade porque não sabe como os políticos poderiam reagir. Por mais que a gente esteja tentando proteger a lei, a gente não sabe como vão ser as reações.”

publicidade

publicidade

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.