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No JN, Marina nega ter sido conivente com mensalão

Jennifer Gonzales

10 de agosto de 2010 | 20h35

A candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, negou, em entrevista ao Jornal Nacional nesta terça-feira, 10, que tenha sido conivente com o mensalão. “Não foi conivência, nem silêncio, o que aconteceu foi que todas as vezes que eu me manifestava eu não tinha audiência. Sempre disse que foi grave, que precisava de punição”, disse a candidata. Segundo Marina, essa luta pela ética se dá em qualquer partido, mas que era minoria no partido para combater pela causa ambiental.

Assista à entrevista na íntegra

A senadora também negou que sua candidatura seja apenas para marcar posição sobre a questão ambiental. “Minha candidatura é para agora”, afirmou. Marina declarou ainda pretender construir sua maioria no Congresso com as melhores cabeças do PT  e do PSDB, para não virar refém do DEM e do PMDB.

Segundo dados preliminares do Ibope na medição de audiência instantânea da Grande São Paulo, o Jornal Nacional obteve na edição desta terça-feira média de 30 pontos (cada ponto corresponde a 56 mil domicílios na região). Durante a edição toda, o JN foi sintonizado por 48% dos televisores ligados no horário (share).

O telejornal realiza uma série de entrevistas com os presidenciáveis. A candidata do PT, Dilma Rousseff, foi entrevistada na segunda-feira, 9. O candidato do PSDB, José Serrra, será entrevistado na quarta-feira, 11.

As entrevistas são realizadas pelos jornalistas William Bonner e Fátima Bernardes e têm 12 minutos de duração, com 30 segundos de tolerância. Na quinta-feira, Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) gravará uma entrevista de 3 minutos na sede da Academia Brasileira de Letras (ABL). A ordem dos candidatos foi definida em sorteio.

Além do Jornal Nacional, os telejornais Bom Dia Brasil, o Jornal da Globo e o Jornal das Dez – do canal Globonews – também entrevistarão os candidatos.

Veja como foi a entrevista:

20h50 – Marina encerra a entrevista dizendo que “só num País como o Brasil, com a democracia que temos, é que uma pessoa como eu, que saiu lá da floresta amazônica, que quer se colocar como a primeira mulher presidente do Brasil.”

20h48 – Marina comenta as polêmicas sobre as demoras para conceder licenças ambientais para obras do governo Lula. Ela diz que o número anual de licenciamento  aumentou de 145/ano para 265/ano. “Nós vamos fazer  tudo que precisamos para o País se desenvolver, sem descuidar das coisas do meio ambiente”.

20h46 – “Acho que a corrupção é o pior câncer da sociedade. A pessoa tem de ser honesta. Combater a corrupção é uma luta constante. Como é que se combate a corrupção? Criando mecanismos de controle, permitindo que o TCU funcione…”

20h43 – Questionada sobre o mensalão e sobre o fato de ter deixado o PT não por questões éticas, mas em função da política ambiental do governo, Marina diz que “não foi conivência, nem silêncio, o que aconteceu foi que todas as vezes que eu me manifestava eu não tinha audiência. Sempre disse que foi grave, que precisava de punição”. Marina diz que essa luta pela ética se dá em qualquer partido, mas que era minoria no partido para combater pela causa ambiental”

20h41 – Marina diz que pretende governar com quadros de vários partidos. “O Brasil precisa de um olhar que coloque em primeiro lugar a necessidade dos brasileiros”

20h39 – O apresentador William Bonner pergunta como Marina vai construir maioria para governar. Marina diz que o PSDB acabou refém do fisiologismo do DEM, e o PT, refém do fisiologismo do PMDB. Marina diz acreditar que para ela será mais fácil governar com apoio do PT e do PSDB.

20h37 – A apresentadora Fátima Bernardes pergunta como Marina vai mostrar aos eleitores que sua candidatura não é apenas para marcar posição com relação ao meio ambiente. “Com certeza a minha candidatura é para agora. Qual será a temperatura da terra em 2014?”

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