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Jornais pelo mundo destacam posse de Dilma e desafios da nova presidente

Jennifer Gonzales

01 de janeiro de 2011 | 23h35

Carla Miranda

A posse de Dilma Rousseff (PT) teve repercussão nas edições online de alguns dos principais veículos de comunicação do mundo. A maioria dos jornais citou a alta popularidade de Luiz Inácio Lula da Silva ao deixar o governo e explicou a relação entre os dois. Algumas publicações também enfocaram as possíveis mudanças que a troca de governo no Brasil pode trazer para seus respectivos países.

O americano The New York Times, por exemplo, explicou aos leitores que, apesar de representar uma continuidade do governo Lula, Dilma já sinalizou que vai adotar uma postura mais dura em relação a alguns assuntos internacionais. Caso do Irã, segundo o jornal, informando que o tema colocou Brasil e Estados Unidos em lados distintos no ano passado.

Também escreveu que Dilma, a primeira mulher eleita para o cargo, terá o desafio de suceder o mais popular líder na história brasileira. “Enquanto ela se esforça para mostrar que não é um títere nas mãos de Lula, analistas dizem que seu maior desafio será justamente um que Lula manejava muito bem: balancear sua ambiciosa agenda doméstica com a necessidade de assegurar ao Brasil posição global.”

O Washington Post lembrou a carreira política meteórica de Dilma e sua atuação durante o período da ditadura militar, quando foi presa e torturada. De acordo com o jornal, faltam a ela a experiência e o carisma de Lula para enfrentar o desafio de promover as melhorias que o Brasil necessita em infraestrutura, segurança e educação.

Os franceses Libération e Le Monde também abriram bom espaço para a mudança no governo brasileiro. Ambos enfocaram os desafios de Dilma na área social – erradicar a pobreza, promover melhorias na saúde e na educação – e na infraestrutura para receber a Copa de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016.

A parte do discurso em que a presidenta se comprometeu a não medir esforços para combater a miséria recebeu destaque nos sites de jornais espanhóis. O La Vanguardia selecionou o trecho no qual Dilma disse que “não iria descansar enquanto houvesse brasileiros sem comida na mesa, famílias sem-teto e crianças pobres abandonadas à própria sorte.”

O El Mundo fez questão de acompanhar quase minuto a minuto os trâmites da posse, desde a saída de Dilma da Granja do Torto, em direção à catedral, às 14h05. Já o El País citou a alusão que a presidente fez à sua biografia de guerrilheira. O site incluiu que a mera menção ao nome de Lula, antecessor e mentor político da presidenta, arrancou enérgicos aplausos.

O português Diário de Notícias narrou o abraço de Lula e Dilma e o momento em que ergueram juntos as mãos para as pessoas que assistiam ao discurso. “A alegria que sinto na minha posse como presidenta mistura-se à emoção da sua despedida”, foi uma das frases de Dilma destacadas pelo jornal.

Na Itália, a posse foi incluída no noticiário do caso de Cesare Battisti. O Corriere della Sera informou que o governo italiano agora conta com Dilma para rever a decisão de Lula não extraditar o ex-ativista italiano, condenado pela Justiça do país. Segundo o site do jornal, a carta em que a Itália reitera o pedido de extradição foi assinada pelo Ministro das Relações Exteriores, Franco Frattini.

Na América do Sul, a imprensa argentina dedicou sua manchete para a troca do governo brasileiro. Em sua extensa cobertura, o Clárin destacou que Dilma prometeu dar “consistência ao Mercosur e à Unasur”. La Natión fez questão de dizer que as mulheres foram protagonistas na festa, mencionando a escola feminina de Dilma e a presença das antigas companheiras na luta contra a ditadura. Já o El Mercurio, do Chile, centrou sua reportagem na homenagem feita a Lula e na promessa de Dilma de que honraria seu legado.

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