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Jefferson nega mal-estar com tucanos; Sérgio Guerra se encontra com Rodrigo Maia

Camila Tuchlinski

25 de junho de 2010 | 15h12

Por Carolina Freitas e Alfredo Junqueira

Foi em meio a um passeio de moto pelas estradas de Minas Gerais que o presidente nacional do PTB, ex-deputado Roberto Jefferson (RJ), recebeu a notícia mais aguardada pelos tucanos nos últimos meses: a definição do candidato a vice-presidente na chapa do ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB). “Paro para abastecer e me liga no celular o Sérgio (Guerra, presidente nacional do PSDB)”, contou Jefferson, por telefone, à Agência Estado.

Guerra queria comunicar a Jefferson a decisão tomada ontem à noite, na capital paulista, pela cúpula tucana, com a bênção de Serra, de lançar o senador Álvaro Dias (PSDB) para o posto de vice. “Redondo! É o meu”, contou ter respondido Jefferson, que estava a caminho do Festival de Motos Clássicas de Tiradentes (MG), no comando de sua Harley Davidson. “Álvaro é um ‘nomaço’. Para nós, perfeito.”

Minutos depois do telefonema, Jefferson postou de seu iPhone na rede de microblogs Twitter: “Falei agora com o Sérgio Guerra. O vice será o Alvaro Dias.” Guerra ainda tentou amenizar o “anúncio” feito pelo aliado, dizendo pouco depois, também pelo Twitter, que estava conversando com outros líderes antes de bater o martelo.

Despiste

Em meio à discussão sobre a escolha de Álvaro Dias para vice da chapa, o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), veio ao Rio para conversar com Rodrigo Maia – presidente nacional do DEM. Os dois estão nesse momento embarcando no Aeroporto Santos Dumont para Sergipe, onde pretendem acertar o apoio do PSDB à candidatura ao governo de João Alves (DEM).

“Estamos apenas tratando de questões regionais. Nossa pauta não vai abordar a escolha do vice do Serra”, despistou Guerra. O presidente tucano explicou que nem saiu do aeroporto. Veio ao Rio apenas para buscar Maia e seguir com ele para Aracaju, capital de Sergipe.

Questionado sobre a reação dos tucanos ao vazamento da informação, Jefferson riu: “Pra que segredo? Precisamos botar esse vice na rua. Eles não se zangaram, não.” Ele ponderou que, se o DEM insistir em indicar um vice para Serra – como chegou a sinalizar Maia – o PTB comprará a briga, pela indicação do economista e tesoureiro nacional do PTB, Benito Gama.

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