Ausente, Russomanno é pouco lembrado em debate em SP
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Ausente, Russomanno é pouco lembrado em debate em SP

Redação

20 de setembro de 2012 | 08h53

O Estado de S.Paulo

No debate promovido pela Cúria Arquidiocesana, autoridade da Igreja Católica na capital paulista, nesta quinta-feira, 20, em São Paulo, o candidato líder nas pesquisas Celso Russomanno (PRB) foi pouco lembrado pelos convidados. Em uma das poucas citações, Gabriel Chalita (PMDB) afirmou que São Paulo corre o risco de ter um prefeito “sem propostas e com projetos estranhos”.  Além de Chalita, os candidatos participaram do debate José Serra (PSDB), Fernando Haddad (PT) e Soninha Francine (PPS). O mediador foi d.Odilo Scherer.

Dividido em dois blocos, o debate teve a participação de representantes da Arquidiocese que questionaram os candidatos a respeito de temas ligados à comunidade, como políticas para juventude, idosos e moradores em situação de rua e apoio à Igreja. Além disso, tocaram em questões como habitação e educação.

Logo no início, Chalita trouxe à tona a gestão da ex-prefeita de São Paulo Luiza Erundina (PSB) e disse que ela foi a prefeita que mais investiu em moradia. Haddad, que tem o partido da ex-prefeita em sua base de apoio em SP, não hesitou em lembrar o candidato do PMDB sobre o apoio. “A questão da moradia é uma das razões que a Erundina apoiasse minha candidatura, porque está no meu plano de governo”.

No decorrer do debate, Serra fez questão de exaltar muitas vezes a sua experiência enquanto que Haddad lembrou do nome do presidente Lula em algumas situações. Haddad, entretanto, não perdeu a oportunidade de contestar o tucano. Quando Serra citou que as vagas para moradores em situação de rua aumento quase 50% em SP, o petista disparou: “Convido a todos a verificar como aqueles moradores são acordados pela manhã no Largo São Francisco”.

Sem Russomanno. O lugar reservado a Russomanno ficou vazio enquanto os outros postulantes respondiam às questões . O candidato se recusou a participar do debate já que não recebeu a resposta do arcebispo de São Paulo, d. Odilo Scherer, sobre o pedido para uma reunião entre o candidato e o religioso antes do debate. O pedido foi uma reação à nota divulgada por d. Odilo e lida nas igrejas, no domingo, 16, com críticas ao presidente do PRB, Marcos Pereira. Como a Arquidiocese não atendeu, a coordenação da campanha de Russomanno cancelou a participação.

 

Veja os melhores momentos:

17h36 – Haddad: “Eu me coloco um ministro da Educação que por 6 anos e meio honrou seu cargo e sua biografia. Venho de uma família religiosa e acho que honrei todos cargos que ocupei. E é com a experiência de um ministro que mais expandiu a educação infantil, suprior, inclusiva e bateu todos recordes de qualidade por ser o 1ª a fixar metas, a não ser o exemplo de SP. Não entendo que a razão venha sendo bem administrada, 85% dos paulistanos desejam uma mudança de rumo”.

17h34 – Soninha: “Sempre tenho vontade de responder as perguntas que não são pra mim ou estender um pouco mais, porque gosto do colóquio. Eu acho que a Prefeitura poderia conceder bolsas de ensino superior onde há maiores carências no serviço público”.

17h32 – Serra: “Muito obrigado pelo debate. Eu ganhando a eleição vou governar com meu estilo, trabalhando desde o 1ª dia, sabendo o que vai encontrar e o que vai ser feito. Porque governo não é curso de graduação. Segundo, fazer uma boa equipe, sem loteamento, nada de nomeação para barganha política. Terceria, parcerias, com o governo do estado e o que conseguir na esfera federal trazer. Trabalhar com planejamento é essencial”.

17h30 – Chalita: “SP vem dessa picuinha entre dois partidos: PT e PSDB. Hoje corremos riscos por causa dessas picuinhas, ter um prefeito em SP que nem veio hoje aqui, sem proposta nenhuma, com projetos estranhos. É necessário fazer essa ponte entre governo federal e estdual, trabalhar de forma integrada. Eu tenho competência para administrar, estudei para isso”.

17h28 – Chalita: “Eu não me conformo de SP perder algumas oportunidades, como as UPAs. Não tem lógica SP não ter parceria com o governo federal, a gente perde recursos federais.A saúde é a reclamação principal dos idosos. A humanização do serviço da saúde é fundamental”.

17h26 – Haddad: “Concordo com o diagnóstico apresentado por Chalita e a cidade tem que estar preparada para a população idosa. Nós vamos criar o centro de saúide Hora Certa. Pequenas cirurgias que não precisam de internação, podem ser agilizadas. Não é só equipamento para o idoso se exercitar na praça, mas tem que ter a pessoa para atender. Vamos equipar as praças, mas não vamos esquecer de pessoas para monitorar”.

17h23 – Chalita fala da saúde de convênio com academias de ginásticas, para que os idosos possam ir gratuitamente. Chalita fala de programa para que idosos voltem a estudar e fala que é necessário humanizar a cidade de SP. “Esse olhar da dignidade que temos usar na administração pública. Mesmo que algumas ações demorem, o importante é o conceito”.

17h20 – Padre faz pergunta sobre as propostas para os idosos. Chalita responde, Haddad comenta.

17h18 – Haddad: “Convido a todos a verificar como aqueles moradores são acordados pela manhã no Largo São Francisco. Na minha gestão, a militarização da polícia vai ser substituúida pela polícia comunitária, contra a repressão”.

17h16 – Serra: “Eu me solidarizo com quem protesta contra a violência, principalmente, contra os moradores de rua. O número de vagas em albergues aumentou quase 50% em SP”.

17h14 – Haddad: “Entendo que há uma política higienista e medidas autoritáias contra ambulantes, que tiveram seu alvará cassado.Dá pena verificar o que está acontecendo no Largo São Francisco, deveria ser um ambiente de acolhimento e generosidade. Não há uma articulação da prefeitura para acolhimento a essa população. Eu assinei um compromisso com o movimento de rua, foram convidados todos candidatos, alguns foram , outros não”.

17h11 – Padre: “Hoje a população de rua sofre uma epidemia de violência, como no Largo São Francisco apanhando da GCM todo dia, com gás de pimenta. Qual a proposta para solução e não limpeza social?”

17h09 – Serra: “Creio que quando isso da Soninha dar aula na Cultura Inglesa é interessante. Ela deu um bom exemplo pessoal e traduz o que eu penso. Tempo integral é coisa séria, custa tempo, preparação, não se faz por decreto”.

17h07 – Soninha: “Ter a capacidade e habilidade de dar aula apenas no Ensino Superior. Quando fui dar aula na Cultura Inglesa, passei por vários treinamentos antes”.

17h04 – Serra: “Muito obrigado pela pergunta, pela chance de tratar o tema. A qualidade do ensino é minha obsessão. Eu sou professor, tenho obsessão pelo ensino, pela didática. No tempo que estudei, escola pública era melhor, mas era muito restrito. No governo de FHC, houve grande conquista. Temos que fortalecer os professores. Na prefeitura, o piso dos professores era 1.200 e hoje é 2.600. 47% das escolas de SP tinham nota no Ideb inferior na 4, hoje é menos de 5%”.

17h02 –Padre pergunta sobre a educação. “Uma das críticas, é que os adolescentes são analfabetos funcionais. Se os professores não sabem alfabetizar, como ter alunos alfabetizados? Quais são as propostas para habilitar professores para alfabetizar?

17h – Soninha: “Eu acredito muito nos conselhos, quando era vereadores criei dois, o da Juventudade e de Sustentabilidade”.

16h58 – Chalita: “Eu me comprometo sim, acho muito legítimo. O prefeito tem que ser um grande estadista, envolver a cidade em grandes temas”. Chalita cita o projeto do Cidade Limpa.

16h55 – Soninha: “Eu me comprometo para encaminhar o assunto para discussão, para consulta pública. Sou totalmente favorável a discutir. Respeitaria na decisão da maioria na Câmara Municipal”.

16h54 – Padre; “Se eleito, promete criar uma cadeira para representação da Cúria em SP?”. Soninha responde, Chalita comenta.

16h38 – Soninha: “Precisamos ter mais portas de entradas para pessoas que precisam ser abrigadas. Temos abrigos com sistemas muito rígidos, para quem está acostumado a viver na rua . Provalmente, nós também não aceitaríamos passar uma noite em um sistema tão rígido”.

16h36 – Serra: “O trabalho com convênios é fundamental. Criamos pela primeira vez clínicas para dependentes químicos. Em São Bernado, o prefeito de PT se manifestou contrário”.

16h33 – Soninha: “Temos entidades seríssimas com recursos insuficientes. Não tenho nada contra o modelo de convênios, muito pelo contrário, acho perfeito desde que seja transparente. Estabelecer convênios ajuda o poder público com a demanda”.

16h30 – Padre fala sobre os convênios firmados com a Igreja Católica com a prefeitura. “Não há tratamentos para os dependentes químicos e não há política para aqueles que saem da Fundação Casa”.

16h28 – Chalita: “Quando um programa tem problemas, não se acaba com ele, se evolui. Uma criança rica estuda o dia inteiro, uma criança carante tem o que oeferemos a ela, e hoje temos de baixíssima qualidade. SP não conseguiu atingir a meta do Ideb”.

16h26 – Soninha: “Eu até 2007, era do PT e fiz críticas pesadas ao Alckmin, porque não concordava com a educação naquele momento. A Escola da Família tinha premissa boa, mas a realização tinha problemas. Não adianta a gente ter uma cultura do prazer imediato e falar para o jovem ser moderado. Temos que criar um lazer saudável”.

16h23 – Chalita: “Temos um país que é rico, mas com educação fracassada. Quando fui secretário da Educação, tive o programa de escola integral. Infelizmente, o governo seguinte, fechou metade dessas escolas integrais. Queremos criar o centro da juventudade, com cinco grandes praças. Hoje, o jovem não tem atividade”.

16h21 – Padre: “Quais as ações de políticas públicas para juventudade, envolvendo também a educação?” Chalita responde, Soninha comenta.

16h19 – Serra diz que o “PT votou contra o Fundef do FHC e este virou Fundeb”.

16h17 – Haddad: “Tivemos o presidente Lula que teve muita sensibilidade para educação infantil”. Haddad diz que houve enorme avanço na educação pública com a obrigatoriedade da matrícula a partir dos 4 anos. “Antes era a partir dos 7 anos, veja o avanço do governo Lula”.

16h14 – Serra: “A garantia dessa articulação é com nossa experiência. Tenho um plano com as entidades conveniadas com a Prefeitura. Vamos criar um centro de treinamento para professores e incluir os professores nas redes conveniadas. Foram criadas vagas em creches como nunca foi criado, mas por que o déficit? Porque aumentou a demanda, melhorou a qualidade”. Serra fala sobre a favela do Moinho e diz que é área de risco.

16h10 – Irmã Adriana pergunta para Serra com comentário de Haddad. Irmã fala que a Igreja mesma como parceira da prefeitura não é ouvida nas questões sociais. Irmã pergunta como garantirá a participação de igreja em convênios com educação e assistência social.


16h09 – Haddad: “A questão da moradia é uma das razões que a Erundina apoiasse minha candidatura, porque está no meu plano de governo”.

16h06 – Chalita diz que Erundina foi a prefeita que mais investiu em moradia. “Essa questão da moradia é possível de fazer com a Minha Casa, Minha Vida, com parcerias e acabar com a picuinhas, e não faltam recursos”. Chalita fala da favela do Moinho e diz que aquilo é situação de “penúria”.

16h03 – Haddad: “Não estamos em um bom momento de moradia de SP, talvez seja o pior da história. Queremos trazer com muita força Minha Casa, Minha Vida para SP. Podemos adaptar em SP, inclusive, nas regiões centrais, que têm infraestrutura. Queremos liberar a sobreloja para moradia popular. O centro à noite é morto, precisamos levar vida ao centro, precisa de moradores para garantir segurança. Temos interesse na região do Brás, da Sé e da República com empreendimentos imobiliários”.

16h – Padre Lino de Heliópolis pergunta sobre moradia e a construção de habitações ao mais pobres na periferia para Haddad, com cometário de Chalita.

15h53 – Fernando Haddad inicia seu discurso. “Temos por constituição o Estado Laico, mas isso não significa que é contra a religião, mas preserva a liberdade religiosa”. Petista diz que pretende governar com parcerias para melhorar a cidade. “Nossa cidade não vem sendo bem administrada. O desejo de mudança se faz notar, as pessoas estão pedindo um novo rumo. Nos últimos rumos, tivemos o pior desempenho de moradias populares, segundo dados oficiais da prefeitura. Fui o 1ª ministro da Educação a fixar metas de qualidade. Muita gente me criticou por fixar metas tímidas para educação, mas mesmo assim, a prefeitura que foi signatária de um acordo nacional, não foi capaz de cumpri-las. Quero muito parceria com a União”.

15h47 – Soninha Francine propõe a construção de uma cidade inteligente. “Desperdiçamos água, energia, conhecimento, comida. Lixo até se desperdiça no Brasil, descarta aquilo que  não deveria ser lixo. Uma cidade inteligente precisa de uma mobilidade inteligente, e não é aquele que privilegia o transporte individual. Temos que privilegiar o coletivo”. Soninha critica a fila de ônibus nos corredores e a lentidão. Candidata ressalta que é precisa garantir moradia a menores custos e diminuir e defende incentivos fiscais para empresas se instalarem em outros locais.

15h41 – José Serra diz que está envolvido na vida pública “desde que se sente gente”. “Eu sou de uma família pobre na Mooca, fui alfabetizado pelos salesianos. Através da política foi onde procurei sempre dar o sentido na vida de servir ao próximo. Eu devo praticamente tudo o que eu sou à cidade de SP. Foi onde nasci, estudei, tive meus filhos e netos. Foi aqui que aprendi aquilo que sou, vejo até hoje o mundo da janela da minha 1ª casa”. Serra enumera os cargos que já ocupou na política. “Eu vivo de bem com meu passado e vivo batalhando no presente pelo futuro. Quero muito ser prefeito de SP, fazer a cidade avançar, ser o prefeito da mudança, mas da mudança pra frente. Pra mim, as prioridades são a moradia, a transformação de favelas em bairros. Em Heliópolis, tinha apenas 5% do abastecimento de água, hoje, tem mais de 90%. Estamos transformando em bairros. Outra prioridade é o emprego. No meu governo do Estado, fizemos o maior investimento da história. Criamos 40 mil vagas de ensino técnico e quero tocar isso junto com o governo do Estado, que é meu parceiro. Outra questão, é a segurança, com o reforço da Operação-Delegada”.

15h34 – Gabriel Chalita toma a palavra. “Fico com o convite dos padres aos candidatos para um debate de forma democrática. O grande desafio de SP é fazer uma ponte entre a São Paulo pobre e a São Paulo rica. É uma cidade que tem um poderio econômico impressionante e essa mesma cidade trata de forma desumana as crianças que não têm vagas nas creches. A saúde de SP está falida, não funciona, as pessoas demoram 3 anos para marcar uma cirurgia. No nossa programa, prevemos construção de 39 UPAs. É uma cidade que tem problemas sérios de gestão. Tenta ligar para uma subprefeitura para falar de algum problema. É a forma errada de administrar. A Igreja tem um trabalho social impressionante em SP, ela vai onde o estado e a prefeitura não conseguem ir. É impressionante o acolhimento da Igreja com a população de rua, coisa que a prefeitura não faz. A cracolândia foi uma tragédia, porque a prefeitura não pensou no lado humano”.

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