Haddad afirma que campanha para Prefeitura de São Paulo começa nesta terça
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Haddad afirma que campanha para Prefeitura de São Paulo começa nesta terça

Redação

23 de janeiro de 2012 | 18h57

* Atualizado às 20h10

Tânia Monteiro e Rafael Moraes Moura, de O Estado de S.Paulo

BRASÍLIA – O ministro da Educação, Fernando Haddad, anunciou que começa a campanha à Prefeitura de São Paulo, nesta terça-feira, 24, quando deixar a Esplanada dos Ministérios. Mas, reconheceu, que cerimônias como a realizada nesta segunda-feira, 23, no Palácio do Planalto, ao lado da presidente Dilma Rousseff, para a comemoração de um milhão de bolsas concedidas pelo programa universidade para todos (ProUni), ajudam na campanha. “Todo mundo tem direito a uma despedida. Eu fiquei seis anos e meio à frente do Ministério (da Educação)”, disse o ministro, acrescentando que “é justo poder celebrar a conclusão de um ciclo”.

Mesmo sem ter sua candidatura oficializada, o pré-candidato Haddad já passa a falar como o postulante à vaga do PT. Pelos termos definidos pelo Trinal Superior Eleitoral (TSE), a propaganda eleitoral será permitida a partir do dia 6 de julho de 2012.  Resolução do TSE delimita a divulgação da campanha eleitoral pelo rádio, pela televisão e por todos os meios permitidos como, por exemplo, a internet.

Lembrado que um de seus principais adversários, Gabriel Chalita, do PMDB, também é da área de educação, o ministro disse que vai levar suas conquistas para a campanha. “Eu penso que todo mundo vai defender a sua biografia legitimamente, mais do que isso é dizer o que vai fazer pela cidade. O que a cidade quer saber é quais são as propostas de cada candidato, de cada chapa e se essa pessoa tem serviços prestados ao País na escala que SP exige”, comentou.

Questionado se a sua experiência como ministro é suficiente para administrar uma cidade como São Paulo, Haddad respondeu que “devemos enaltecer as pessoas que querem disputar um cargo tão importante e não procurar diminuir”.  Ao ser perguntado sobre o fato de José Serra ter anunciado sua saída da disputa e se isso facilitaria sua campanha, Haddad se esquivou de responder dizendo que “gostaria de, até amanhã,  falar um pouco mais de educação e menos de prefeitura. A partir de quarta, falo mais de prefeitura e menos de educação”.

Adversários. Haddad passa a se dedicar exclusivamente à candidatura enquanto o PSDB ainda organiza as prévias que definirão seu representante nas urnas. Para o líder do governo na Assembleia Legislativa de São Paulo, deputado estadual Samuel Moreira (PSDB), a declaração do ministro de que a campanha eleitoral começa nesta terça-feira foi “infeliz”. Segundo ele, Haddad mostra “inexperiência” e a intenção de cometer uma ilegalidade.

“Campanha é a partir de julho”, afirma, em referência ao calendário da Justiça Eleitoral.

Moreira diz não se preocupar com a presença do petista em São Paulo. “Nada impede que ele se movimente como pré-candidato, articule, converse com os partidos”, afirmou. “O caminho que o PSDB percorre é um caminho dentro do PSDB. Não é nem um caminho em relação ao que pensa o adversário. O caminho é fortalecer as prévias.”

Questionado se não preocupa o fato de o PT poder estar repetindo a estratégia usada na eleição presidencial de 2010, quando antecipou a disputa para tornar sua candidata mais conhecida, Moreira afirmou que o PSDB vai tentar evitar esse tipo de prática. “(O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva) usou o governo de forma descarada para promover a candidata dele (a atual presidente Dilma Rousseff). O PSDB vai lutar muito. Da nossa parte você não verá (algo como ocorreu em 2010). Nós vamos lutar muito para que o PT não use a máquina federal para que o PT não use a máquina federal. Vamos lutar com todos os instrumentos para barrar esse tipo de atitude. O PSDB nunca fez isso para poder ganhar eleições”, declarou.

Para o senador tucano Aloysio Nunes Ferreira, o petista não está em vantagem por começar a campanha mais cedo.

“Um candidato que não tem liderança pessoal e que não é reconhecido imediatamente nas ruas só começa mesmo com a televisão. Antes disso, não tem efeito nenhum”, avaliou o parlamentar. “Ele só teria vantagem se pudesse apresentar um balanço apreciável (no MEC). Mas o balanço dele, na minha opinião, é negativo. Ele conseguiu desmoralizar o Enem”, arrematou.

(Colaboraram Jair Stangler e Bruno Boghossian, do estadão.com.br)

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