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Guilherme Leal faz nova doação à campanha de Marina Silva

Camila Tuchlinski

16 de agosto de 2010 | 18h24

Eduardo Kattah, de Belo Horizonte (MG)

Diante das dificuldades encontradas pela candidata do PV à Presidência, Marina Silva (PV), em arrecadar recursos, o empresário Guilherme Leal, candidato a vice-presidente na chapa, disse hoje que fez uma nova doação para a campanha. Ele criticou o financiamento das campanhas políticas no Brasil, vinculando-o à corrupção. Na primeira prestação de contas oficial, o PV declarou ter arrecadado R$ 4,65 milhões. Deste montante, Leal teria doado cerca de R$ 1 milhão. Ele não informou o valor da nova doação.

Dono de um patrimônio de R$ 1,197 bilhão, conforme declarou à Justiça Eleitoral, o fundador e sócio da Natura afirmou que não vê problema em fazer novas contribuições para a campanha, mas não quer ser “confundido com alguém que estivesse comprando posições políticas”.

“Diante do patrimônio que tenho – conhecidamente é um patrimônio relevante -, não tenho nenhum constrangimento em fazer doações mais significativas”, disse, ressaltando que suas doações estão dentro dos limites “legais” e “éticos”.

Após um encontro com empresários na sede da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), Leal defendeu uma “reforma política necessária” que contemple o item financiamento de campanha política. “Porque campanha política é cara e a forma de financiar essas campanhas está intimamente ligada a processos de corrupção”, destacou.

Segundo ele, arrecadação “nunca é uma coisa fácil. “Portanto, dizer que vai muito bem, obrigado, seria falso. Estamos fazendo os esforços necessários.”

O sistema de arrecadação online de recursos, embora “o grande sonho” da campanha, também não deve atingir as expectativas mais otimistas, admitiu o candidato a vice. “Não se espera ter o mesmo nível de resultados que um Obama teve nos Estados Unidos, infelizmente.”

Grandes fortunas – Durante entrevista, Leal foi questionado se era a favor da proposta de se taxar grandes fortunas. Ele disse que não tinha uma opinião “totalmente formada”, mas levantou dúvidas da eficácia da medida nos países onde foi adotada. O candidato a vice aproveitou para defender a progressividade da tributação, com impostos incidindo mais sobre quem tem mais renda. “Acho que a renda deve ser tributada e não o patrimônio”, salientou.

2º Turno – Leal manifestou confiança de que o desempenho de Marina na campanha ainda levará a disputa presidencial para segundo turno. Mesmo com “recursos escassos de tempo” no horário eleitoral no rádio e na TV – que começa hoje (17) -, ele confia que a presidenciável do PV conseguirá se tornar mais conhecida.  “É a (candidatura) que ainda tem mais para ser conhecida e, portanto, que tem maior potencial de crescimento”, afirmou. “Nós estamos confiantes de que esse papel (de levar a disputa para um segundo turno) será desempenhado.”

Estado – O candidato a vice-presidente também defendeu a necessidade de reformulação do Estado – que, segundo ele, “hoje representa um ônus significativo para a sociedade brasileira, pela carga tributária que arrecada e pela má qualidade dos serviços” – e o fim do loteamento político em função de alianças eleitorais. De acordo com Leal, em caso de vitória, Marina irá convocar os melhores quadros do País, independente dos partidos e “indistintamente”.

“Incluindo PT e PSDB, as duas principais forças, mas passando por PMDB, passando por PPS, passando por PSB, passando por DEM.”

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