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Grupo ‘Fora Arruda e toda máfia’ desocupa nova seda da Câmara do DF

Armando Fávaro

22 de abril de 2010 | 20h46

Por Carol Pires, do estadão.com.br em Brasília

BRASÍLIA – Durou pouco mais de 24 horas a ocupação da nova sede da Câmara Legislativa do Distrito Federal pelo grupo de estudantes autodenominado “Fora Arruda e toda máfia”. A turma, formada por cerca de 60 estudantes, invadiu o prédio na noite de ontem, dia do cinquentenário da cidade.

Os manifestantes entraram por uma janela aberta no subsolo e se instalaram no segundo andar do prédio, num salão com vista panorâmica da cidade. Lá, organizaram assembleias, pintaram faixas de protesto e jogaram até futebol com uma bola improvisada feita de meia. Dormiram de improviso usando material de construção.

No início da tarde de hoje, porém, o procurador-geral da Câmara Legislativa, Fernando Nazaré, pediu a reintegração de posse ao Tribunal de Justiça do DF e foi atendido. A nova sede do Legislativo local ainda não tem data para ser inaugurado. Orçado em R$ 23 milhões, custou cerca de R$ 120 milhões.

O juiz Marco Antônio Lemos, do TJ-DF, avaliou que a permanência dos estudantes estava atrasando a entrega do prédio, ainda em obras, e determinou que dois oficiais de Justiça cumprissem a reintegração de posse com uso de força policial, se necessário. Não foi. Os estudantes se reuniram uma última vez e colocaram em votação se deveriam, ou não, resistir. A grande maioria foi favorável à saída pacífica.

Antes de deixar o local, os estudantes exigiram do negociador da Polícia Militar que representantes de ambas as partes fiscalizassem o prédio para confirmar que não houve depredação do bem público. Em fila, abraçados dois a dois, os estudantes saíram entoando canções de protesto: “Poder, poder, poder para o povo. E o poder do povo vai fazer um mundo novo”.

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