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Grampos da PF apontam discussão de projeto de Cachoeira com equipe de Padilha

Redação

20 de abril de 2012 | 08h36

Estadão.com.br

 

Novos grampos da Operação Monte Carlo apontaram o nome do ministro da Saúde Alexandre Padilha em negociações na área de Saúde com a equipe do contraventor Carlinhos Cachoeira. Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, o ex-vereador do PSDB de Goiânia e auxiliar de Cachoeira, Wladimir Garcez, citou o nome do ministro em ligação telefônica com o empresário.

Na conversa, não fica claro o papel do ministro tampouco o interresse do empresário. “Teve a conversa com o Padilha, todos os outros lá, o chefe de gabinete,e (ele) achou interessante: faz o projeto, mostra o que que é, ele fala o que é possível lá dentro e dá pra nós um veredicto lá. Mas que autorizou a gente a tocar pra frente o negócio, que eles têm condição de ajudar”, diz Garcez a Cachoeira, em março de 2011. Segundo a PF, Cachoeira é dono de um laboratório e controla um grupo de empresas farmacêuticas.

As investigações da PF apontam ainda que Cachoeira tinha interesse em aproximar relações e abrir um canal direto com o Planalto. Em outra conversa, Cachoeira teria orientado um de seus auxliares, Gleyb Cruz, a procurar pessoalmente o designer Fernando Noleto Rosa para discutir assuntos da área de saúde. Rosa é sócio de Alan Silva, ex-chefe de gabiente de Padilha quando ele era ministro de Relações Institucionais.

O ministro Padilha negou ter recebido qualquer aliado ou, até mesmo, Cachoeira. Segundo a assessoria, qualquer projeto só é aprovado após crivo técnico e, no mês da interceptação telefônica, não houve qualquer evento que justificasse o contato.

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