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Governo Lula esqueceu os índios, aponta relatório

Jennifer Gonzales

29 de junho de 2011 | 19h48

Roldão Arruda, de O Estado de S.Paulo

O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) lança na quinta-feira, 30, em Brasília o seu relatório anual sobre casos de violência contra povos indígenas no Brasil. De acordo com dados preliminares divulgados nesta quarta-feira, 29, o documento não é nada favorável ao final do mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Somente em 2010, 92 crianças indígenas menores de cinco anos morreram vítimas de doenças facilmente tratáveis. Um aumento de 513% se comparado a 2009, quando foram registrados 15 casos, com 15 vítimas. No caso do povo xavante, de Mato Grosso, foi observada a taxa de 60 mortes para cada 100 crianças nascidas vivas.

O número de assassinatos indígenas chegou a 60. Desse total de mortes, 34 ocorreram em Mato Grosso do Sul – o Estado onde os índios brasileiros enfrentam os problemas mais graves. Segundo uma das autoras do levantamento que será apresentado nesta quinta, Iara Tatiana Bonin, a situação naquele Estado pode ser classificada como “racismo institucional”. Outra analista, a antropóloga Lúcia Helena Rangel, fala em “genocídio”.

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