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Governador de São Paulo diz não se opor ao MPF investigar licitação do metrô

Camila Tuchlinski

28 de outubro de 2010 | 14h25

Daiene Cardoso, da Agência Estado

O governador de São Paulo, Alberto Goldman (PSDB), disse hoje que não se opõe à participação do Ministério Público Federal (MPF) na investigação de supostas irregularidades nos contratos de licitação dos lotes 3 a 8 da Linha 5 – Lilás do metrô de São Paulo. O tucano ressaltou, no entanto, que acredita no bom trabalho do Ministério Público de São Paulo (MP-SP). “Se o MPF entender que cabe a ele fazer isso (entrar nas investigações), não há problema nenhum. Mas temos a absoluta confiança no MP-SP, não há necessidade de chamar o FBI e a ONU”, ironizou.

Na opinião do governador, só haveria necessidade de participação do MPF caso tivesse envolvimento de recursos federais nas licitações. No processo, há recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) empenhados, o que abre a possibilidade da atuação do MPF no caso. Goldman defendeu que a investigação seja rápida para que não haja comprometimento no prazo de entrega das obras. O governador disse que os contratos já foram assinados, mas que nada impede que sejam rescindidos.

“Se tivermos de romper esses contratos e reiniciar um processo licitatório, nós vamos ter meses ou ano de atraso na Linha 5. Isso é um prejuízo para todos”, ponderou o governador, referindo-se à possibilidade de rescisão dos contratos. O governador disse que tem “a absoluta convicção que, dos agentes públicos, não há nenhuma responsabilidade nisso”. “Acordos podem ser feitos entre os empresários e é isso que a gente tem de verificar se houve”, disse.

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