Em depoimento de 9 horas, Perillo nega relações com Cachoeira e Cavendish
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Em depoimento de 9 horas, Perillo nega relações com Cachoeira e Cavendish

Lilian Venturini

12 de junho de 2012 | 09h43

Ricardo Brito, da Agência Estado, e Lilian Venturini, do estadão.com.br

O governador de Goiás, o tucano Marconi Perillo (PSDB), negou em seu depoimento na CPI do Cachoeira nesta terça-feira, 12, manter “qualquer relação” com o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Perillo disse que das 30 mil gravações telefônicas interceptadas pela Polícia Federal durante três anos, em apenas uma houve uma ligação para cumprimentar Cachoeira pelo aniversário. O governador negou também conhecer o ex-presidente da Delta, Fernando Cavendish. A sessão começou às 10h20 e terminou perto das 19hs.

Na sua exposição inicial, Perillo disse que jamais ocorreu outra ligação para o contraventor para seu telefone particular ou para o seu gabinete. E reforçou que quando telefonou para Cachoeira, ligou não para um “um contraventor”, mas para um empresário que atuava no setor farmacêutico.

O governador de Goiás disse que não há nenhum ato que tenha beneficiado ou sugira qualquer beneficiamento ao grupo de Cachoeira. Ele disse que compareceu à CPI para “restabelecer a verdade dos fatos”. “Estou sendo vítima de todos esses acontecimentos deflagrados pela Operação Monte Carlo”, afirmou. Perillo lembrou que pediu de “forma voluntária” o pedido de abertura do Ministério Público Federal contra ele e também esteve na CPI para se colocar à disposição para depor.

Questionado sobre as relações com os personagens da Delta citados no inquérito, ele nega contatos. “Nunca conversei com o sr Cavendish. Sei que ele foi a Goiás, mas comigo (não esteve) nunca. Quanto ao sr. Claudio Abreu, estive com ele uma vez acho que na casa do senador Demóstenes e uma ou duas vezes na campanha”, diz Perillo.

Venda da casa. Sobre a venda da sua casa, imóvel onde Carlinhos Cachoeira foi preso, reafirmou que agiu de boa-fé. “Vendi (a casa) pelo valor de mercado. Depositei o pagamento em minha conta bancária. Declarei tudo no Imposto de Renda (…). Se houvesse qualquer elemento fraudulento nesse negócio, jamais teria anunciado esse negócio. E completou: “Se alguém tirou vantagem, foi sem meu conhecimento. Não tem qualquer relação comigo.”

Perillo disse que o ex-vereador Wladimir Garcez (PSDB) se apresentou como comprador da casa. Quando a escritura seria lavrada, no entanto, o ex-verador disse não ter conseguido dinheiro para finalizar o negócio (inicialmente feito com dinheiro emprestado) e repassou a casa para o empresário do ramo educacional Walter Paulo Santiago. Ambos já prestaram depoimentos à CPI.

“Não há, portanto, contradições sobre a compra da casa e de sua absurda e delirante ilação de que haveria contradição, de que teria recebido duas vezes”, afirmou Perillo, que apresentou extratos bancários e documentos de cartório ao presidente da comissão, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB). Ele admitiu, porém, não ter se preocupado em saber quem era o emitente dos três cheques na transação. Segundo a Polícia Federal, os cheques foram emitidos por Leonardo Augusto de Almeida, sobrinho de Carlinhos Cachoeira.

CPI. Para o governador, há quem queira usar a CPI para tentar desmoralizá-lo porque ele disse ter avisado o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de denúncias de tentativa de cooptar parlamentares a aderir à base aliada antes do escândalo do mensalão, em 2005.

“Eu diria que muitas pessoas ligadas a alguns segmentos que são oposição a mim tentam usar a CPI com este objetivo: me desmoralizar, me desgastar”, afirmou. “Eu nunca imaginei que um aviso (ao ex-presidente Lula) poderia ter tanto problema para mim”, disse.

Jogos de azar. O governador também foi questionado se tinha conhecimento da rede de jogos de azar em Goiás. “Eu particularmente sou contra o jogo e não jogo. Entre a hipocrisia, talvez a legalização fosse melhor. Se eu tivesse que votar, votaria contra”, diz Perillo.

Delta. Perillo disse que grave não é investigar uma suposta transação irregular de sua casa ou uma doação de caixa dois para sua campanha. Para ele, grave é apurar as relações da Delta em todo o País. “É preciso ir a fundo nessas investigações todas”, disse.

Ele afirmou que está, após oito horas de depoimento, com a “consciência tranquila” e que, ao final, “esta página em relação ao governador de Goiás será virada”. “O sigilo da Delta foi quebrado. Muitas coisas vão acontecer certamente”, disse. “Nenhuma quebra de sigilo bancário vai levar a propina ao meu governo”, afirmou.

Abaixo, os principais momentos da sessão:

18h57 – A sessão foi encerrada.

18h55 – Perillo toma a palavra e agradece a oportunidade de honrar o povo de Goiás. “Nenhuma folha cai sem que seja da vontade de Deus. Eu precisava estar aqui e cuimpro o meu dever.”

18h41 – Senador Jayme Campos (DEM) toma a palavra.

18h40 – Governador resgata o processo do mensalão e diz que não se pode usar na CPI ódio e perseguição.

18h33 – Luiz Sérgio (PT) toma a palavra e critica o discurso usado pelo governador de estar sempre disponível. “Vote a favor da quebra de seu sigilo porque aí o discurso se confirmará”.

18h12 – Senadora Katia Abreu (PSD) toma a palavra e faz sugestões sobre como a comissão deve proceder.

18h11 – Se sente traído por ele? “Ele me apoiou o tempo todo”.

18h10 – O senhor usaria a companhia de demóstenes para alguma campnha?, questiona. “Não sei se ele vai continuar na vida pública”, diz Perillo.

18h09 – “Só posso responder que a escritura foi passado ao Walter e quem me procurou foi o Wladimir. Não considero que foi por um laranja.”

18h08 – O senhor considera que o senhor Cachoeira usou um laranja para comprar a sua casa?, pergunta.

18h02 – Deputado Ronaldo Fonseca (PR) toma a palavra.

17h57 – Perillo responde e cita um diálogo entre Cachoeira e sua esposa. Vaccarezza interfere e diz que somente perguntou sobre a repressão. Perillo insiste e lê o diálogo. Segundo ele, esse diálogo é importante porque nele Cachoeira prevê que terá problemas com a polícia, segundo Perillo, de seu Estado.

17h49 – Deputado Cândido Vacarezza toma a palavra e fala sobre a organização criminosa de Cachoeira, que controlava a polícia e secretaria de obras e o Detran. “Houve repressão ao jogo do bicho?”, pergunta. Ele ainda fala sobre as acusações contra o ex-presidente Lula. “Essa CPI precisa de foco”, diz o deputado.

17h44 – Alvaro Dias pede a palavra e diz que foi citado pelo deputado Miro Teixeira. “Não fiz referência a grampos e sim a vídeos apreendidos pela PF”.

17h36 – “Perillo fala sobre a existência de arapongas oficiais fazendo escutas ilegais desde que eu ganhei a eleição”, diz. “Não sei nada de convachos de empreiteiros (…) isso precisa ser investigado”

17h24 – Convive com ele?, pergunta Miro. “Há mais de um mês não falo com Demóstenes (…) não tive as mesmas relações que ele teve”.

17h20 – Miro Teixeira (PTB) toma a palavra e pergunta sobre o rompimento com Demóstenes. “Reatamos aos poucos no Senado, principalmente na Comissão de Constituição e Justiça (…) fizemos a campanha juntos todos os dias”.

17h17 – Deputado Jilmar Tatto (PT) toma a palavra e explica sobre o pedido feito pelo relator de quebra de sigilo telefônico.

17h12 – Perillo lembra sobre as cobranças de posturas ilibadas e de ética que Demóstenes fazia e diz que todos sabiam disso. Ela diz que isso é passado e que ninguém mais defende Demóstenes. “Se você não sabe se tem algum indicado por Demóstenes em seu governo, isso me permite ficar com uma interrogação sobre a vontade do senhor em limpar as suas relações com Demóstenes”.

17h07 – “O senhor conhece o senhor Divino Efigênio de Almeida?”, pergunta Vanessa. “Sim, foi comandante geral da Polícia e hoje trabalha no entorno de Brasília. Quem o indicou foi o senador Demóstenes”, respondeu Perillo.

17h04 – Senadora Vanessa Grazziotin (PC do B) toma a palavra.

16h50 – Domingos Sávio (PSDB) toma a palavra e diz que o depoimento do governador foi coerente.

16h47 – “Demóstenes gozava de muito prestígio e me ajudou muito na eleição”, diz Perillo ao ser questionado por Rosinha. “Minha filha é amiga da sobrinha de Cachoeira e eu não posso fazer nada em relação a isso”, diz Perillo.

16h43 – Tem uma frota de aviões? “Isso não interessa e eu não tenho dinheiro para isso”, responde Perillo.

16h42 – Casa em que mora em Alphaville é de Nilton Aires de Couto, dono da construtora Centro-Oeste que tem contrato com o governo de Goiás?, pergunta Rosinha. “Sim (…) tenho recibos de todos os pagamentos”, diz Perillo.

16h41 – Deputado Rosinha questiona sobre um pedido de empréstimo de dinheiro feito por Garcez que respondeu ter conseguido o dinheiro de “seus patrões”. Ele quer saber quem são os patrões. “Ele que disse (…) é o Cachoeira e a Delta”, diz.

16h40 – Ele ganhou R$ 3 milhões em uma licitação com o governo. “Não sei, se ganhou o processo obedeceu à lei”. Ele é dono do Hotel Augusto? Sim, diz Perillo. “Ele ganhou um contrato com o governo?”, pergunta.Sim, diz Perillo.

16h38 – Deputado Rosinha (PT) toma a palavra. Ele questiona os sócios de uma chácara de Perillo e cita o Sr José Augusto de Alcântara como um deles. Perillo diz que sim.

16h31 – “Tenho relação de amizade com Marcelo Limírio. “Sempre foi um bemfeitor no nosso Estado. Com Rossini não tive nenhum diálogo ou relação”, disse Perillo.

16h31 – Deputado Paulo Foletto (PSB) toma a palavra. “A questão da venda da casa ficou mau explicada (…) quero saber qual a relação que o senhor cultiva com o senhor Marcelo Limirio e com o Rossini, que foi doador de sua campanha?”

16h30 – “Eu particularmente sou contra o jogo e não jogo. Entre a hipocrisia, talvez a legalização fosse melhor. Se eu tivesse que votar, votaria contra”, diz Perillo.

16h30 – Goiás permitia os jogos. Qual é o entendimento do senhor em relação à legalização?

16h29 – “Meus contatos com Cachoeira e Delta forma mínimos”, responde Perillo. Ele diz que essa é uma das principais funções da CPI (descobrir essa relação).

16h27 – “Quem começou a corromper quem? A Delta a Cachoeira ou o Cachoeira a Delta?”, pergunta o senador.

16h26 – Senador Sérgio Souza (PMDB) toma a palavra.

16h17 – Collor fala sobre os métodos usados pelo editor da revista Veja Policárpo Junior.”Eles tinham a capacidade de fazer o mal sob o manto de estarem fazendo a favor da sociedade (…) Policárpio agia com Cachoeira”.

16h15 – Collor questiona sobre as relações da revista Veja com o Carlos Cachoeira. “O senhor sabia disso?”, pergunta; “Não”, responde Perillo.

16h12– Senador Fernando Collor (PTB) toma a palavra.

16h09 – “Não se trata disso”, responde o relator.

15h04 – Toma a palavra o deputado Carlos Sampaio (PSDB). Ele diz que o relator atua para o interesse de seu partido e do ex-presidente Lula. “Porque essa avidez para apurar os casos envolendo o PSDB e a falta de vontade para investigar o governo do DF? É evidente o direcionamento”, diz ele.

16h02 – “Pedi para vir na condição de testemunha e não sou investigado”, diz Perillo.

16h01 – O governador toma a palavra e diz que manterá a mesma serenidade desde o início. “Espero que esse pedido não seja a antecipação do que o senhor pretende colocar em seu relatório. Espero que não esteja agindo por interesse de terceiros”, diz ele.

15h59 – “Sobre a casa…a empresa que pagou a casa de Perillo é uma empresa que recebeu recursos de uma empresa de Carlos Cachoeira. Quem deu o cheque é uma pessoa que tinha contato com o assessor do cachoeira. É preciso explicar esses fatos”, pontua o relator.

15h57 – O relator explica o pedido. “Ele (Perillo) vem aqui e diz que não se lembra, que foi traído (…) estão antecipando algumas conclusões que eu não concordo”, diz ele

15h53 – O relator pergunta se o governador permitiria a abertura de sigilo telefônico nesta época, o que provocou manifestações dos parlamentares.

15h49 – Cunha cita um diálogo em que Cachoeira conversa com o corregedor da Polícia Civil em que falam sobre recepção a coreanos. “O senhor recebeu”?, questiona. “Todas as vezes que o fiz recebi a pedida da Secrataria de Comércio. Já recebei várias comissões de chineses, de japoneses, mas essa não me recordo”.

15h48 – Relator Odair Cunha (PT-MG) toma a palavra e pergunta sobre os conhecimentos do governador. “Conhece o capitão Hilner Ananias?”, questiona. “Ele estava lotado no gabiente e à disposição do senador Demóstenes”, responde Perillo.

15h43 – Deputado Bruno Araujo (PSDB) toma a palavra e diz que o governador explicou bem a venda da casa. “O senhor volta ao seu estado com a mesma autoridade”.

15h39 – “Hoje o vejo como réu. Daqui a pouco será julgado. A medida que a Justiça definir em relação a ele, eu falo sobre isso”, diz o governador sobre Cachoeira.

15h38 – “A história dele se divide em duas etapas. Antes de 95 era bicheiro. Depois passou a atuar como empresário tendo  contrato com o governo do Estado. Depois, atua na área de medicamentos, foi como eu o vi nos últimos anos. Com o grupo Delta, o que se percebe é um desejo forte de se associar a Delta e de buscar espaço em obras, parcerias privadas e em todos os cantos do Brasil.”

15h34 – Luiz Pitman (PMDB) toma a palavra. Ele pergunta sobre a impressão que ele tem de Cachoeira. “Qual o papel que ele teve no DF e em Goiás?”

15h28 – Deputado Vanderlei Macris (PSDB) relembra as medidas tomadas para tornar crime os jogos de azar. Cita alguns trechos das interceptações telefônicas e diz que o governador dá uma manifestação contrária ao que vinha se mostrando. Diz que o governador está sendo investigado.”Amanhã terá outro governador aqui e eu espero que ele tenha a mesma postura que o senhor”.

15h25 – Perillo agradece a confiança do senador. Ele fala então sobre requerimentos apresentados no Senado pedindo investigação da atuação do Dnit na região do Centro-Oeste.

15h23 – Alvaro Dias diz que não pode ignorar alguns fatos, como o fato de esta CPI ser estimulada para desviar o foco do julgamento do mensalão. Cita o episódio ocorrido entre Lula e Gilmar Mendes.

15h20 – O senador Alvaro Dias faz a relação da Delta com o Dnit. “De quem Pagot recebia ordem para conceder aditivos?”, questiona ele. “Isso irrigava empresas fantasmas e criminosos que agora estão sendo investigados”, pontua Dias.

15h18 – Ele diz que a Delta marcou presença em prefeituras e no governo do Estado a partir de 2006. “Mais de R$ 300 milhões recebidos em prefeituras e contratos superiores a isso. No meu governo cerca de R$ 50 milhões”. Segundo ele, a Delta é responsável por 4% dos contratos na agência de transporte. “Vamos fazer em julho nlova licitação para a contratatção de uma nova empresa para a pretsação de serviço de aluguel.”

15h17 – “Quem patrocinou a presença da Delta no Estado de Goiás, quem fez as primerias licitações e fez os primeiros contratos. Quais são os valores desses contratos”, pergunta o senador.

15h15 – Senador Alvaro Dias toma a palavra.

15h10 – Deputado Silvio Costa (PTB) toma a palavra. Ele fala sobre o senador Demóstenes e diz que ele é mau-caratér, mentiroso e desumano. O deputado diz que Perillo sai maior dessa CPI. “Não tem nenhuma ligação do governador com Cachoeira, não tem ligação com Cavendish, não tem ligação com o Demóstenes pedindo para resolver obra”. O único senão é a explicação do cheque.

15h09 – Perillo reafirma que todos os recursos da campanha de 2010 foram declarados à Justiça Federal. Desconheço a relação do sr Wladimir Garcez e do sr Olavo Noletto”.

15h05 – O sr Wladimir quebrou a confiança que o senhor tinha nele? A relação dele com o sr Olavo Noletto tamvbém me ficou obscura. Qual a relação deles?, pergunta Francischini.

15h00 – Ele diz ter dúvidas sobre casa, nomeações, citações a situação Cachoeira-Demóstenes, mas cita que o governador pediu para ser convocado e pede que o governador tenha rigor aos policiais que forem envolvidos com corrupção. Ele diz que o ministro da Justiça tem que por os delegados envolvidos em corrupção na rua. “O senhor tem que continuar no mesmo caminho”, diz o deputado. Quanto a casa, ele diz que teve as dúvidas esclarecidas e pede que o governador.

14h59 – Deputado Fernando Francischini (PSDB) toma a palavra.

14h58 – Taques pergunta se ele tem ciência que no seu governo tem mais de 100 pessoas indicadas por cachoeira. “Não tem como senador”, responde.

14h57 – “Acha que é porque avisou o Lula sobre o mensalão?”, pergunta Taques. “Talvez quem seja oposição a mim use essa CPI para me desgatar. Nunca imaginava que um aviso pudesse trazer tanto problema e perseguição”, responde.

14h55 – Taques pergunta sobre o dinheiro pago a filha de Bordoni e cita outros fatos. “Isso faz parte de um complô para desestabilizar seu governo?”. “Complô não”, responde Perillo. “Existe gente querendo isso, especialmente quem perdeu o governo.”

14h50 – O governador responde ter ido. “Já vi na casa do Demóstenes, quando eramos próximos, festa com muitos senadores, de vários partidos. Fui a alguns jantares na casa dele como senador. Depois que me tornei governador me lembro de ter ido também”.

14h48 – Senador Pedro Taques toma a palavra e questiona sobre as festas na casa de Demóstenes.

14h45 – Ele questiona a tática de defesa do governador e diz que ele diz desconhecer o que aproxima dele. “Não é usual receber um cheque e não olhar quem emitiu”, diz. “Não se lembrar não é esclarecer”.

14h42 – Alencar cita ainda a declaração de bens de 2010 do governador e diz ser estranho ele morar hoje de aluguel.

14h41 – O deputado Chico Alencar toma a palavra. Diz estar insatisfeito com os esclarecimentos dados por Perillo. Ele questiona as doações de campanha do governador. Cita a JBS e diz que há duas empresas com vínculo às empresas de Cachoeira Rio vermelho Distribuidora e a Rental Frota.

14h40 – Senador Vital Rego fala sobre a dinâmica da sessão. Serão ouvidos 3 inscritos e um líder, diz o presidente.

14h36 – Perillo diz que o secretário tem 3 aneurismas e vai realizar cirurgias. “Ele terá toda a tranquilidade para esclarecer…ele me ajudou a moralizar a Jetop”. Sobre Cavendish ele nega conhecer. “Nunca conversei com o sr Cavendish. Sei que ele foi a Goiás, mas comigo (não esteve) nunca. Quanto ao sr. Claudio Abreu, estive com ele uma vez acho que na casa do senador Demóstenes e uma ou duas vezes na campanha. Sobre o discurso eu quis dizer que no meu governo não terá corrupção e nem Deltax, que significa corrupção. Acho que houve um mal entendido”, disse Perillo.

14h34 – Com a palavra o deputado Onix Lorenzoni. Ele questiona  sobre a ausência de um secretário de Estado que enviou uma carta dizendo que nao poderia comparecer à CPI.  Ele pergunta se o governador conhece e qual relação tem com o ex-presidente da Delta Fernando Cavendish e o ex-diretor da Delta Claudio Abreu. Também questiona um discurso contra a corrupção feito pelo governador usando a Delta como exemplo.

14h33 –  A sessão foi suspensa por alguns minutos até que a testemunha retorne.

14h24 – Deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), do mesmo partido do governador, critica o teor das perguntas feitas pelo relator da CPI por entender que tratam de temas claramente irrelevantes, na sua opinião, como questionar se o governador não sabia que sua ex-chefe de gabinete tinha um telefone fornecido por Carlinhos Cachoeira.

14h16 – Senador Randolph Rodrigues (PSOL-AP) relembra o trecho do telefonema em que o governador Perillo e Cachoeira conversam e marcam um encontro. O senador quer saber se esse encontro ocorreu e o que foi tratado nele. “Nesse telefonema, apenas confirmei a conversa que já tinha tido com Edvaldo (que marcou o encontro)”, disse o governador explicando se tratar de um jantar em que trataram, entre outros assuntos, da empresa do ramo de medicamento.

O senador insiste na leitura de diálogos em que se tem a impressão de que Cachoeira tenta interferir em obras públicas em Goiás. “Essas irritações (que os interlocutores aparentam ter nos diálogos) todas se dão por isso (pelo governo não ter cedido a pressões). Todas as nossas obras são licitadas em concorrências duríssimas. Não existe acordo de empreiteira no meu governo. Essa suposta obra não existe. Pode ter havido algum tipo de interesse, mas não existe (essa obra). Não há nesses diálogos, nenhum que possa ter se concretizado em acordo de empreiteiras”, disse o governador.

13h59 – Deputado Maurício Quintella Lessa (PR-AL) questiona novamente sobre as relações do governador com o ex-vereador Wladimir Garcez. Perillo repetiu informações já mencionadas durante seu depoimento: tratou sobre a venda da casa e sobre questões políticas ligadas ao mandato da irmã do ex-vereador, também vereadora em GO. Reafirmou que nunca falou sobre Cachoeira. O deputado insiste na negociação da venda da casa e pergunta sobre o pagamento de R$ 500 mil em dinheiro, mencionado nas gravações da PF. Perillo lembra que esse valor não foi pago a ele nem a ninguém do seu governo. “Não tinha como receber por algo que já tinha recebido. Recebi três cheques. O mais é fato que não existiu.”

13h49 – Deputado Felipe Pereira questiona por que o governador recebeu Carlinhos Cachoeira, mesmo sendo público que os negócios do contraventor eram ilícitos. “Isso é juízo de valor”, disse o governador ao deputado, alegando que recebeu Cachoeira como empresário e não cabia a ele fazer tais julgamentos, mas à Justiça.

13h30 – Relator continua lendo trechos do relatório da Polícia Federal nos quais o nome do governador é citado em diálogos entre o ex-vereador Wladimir Garcez e Carlinhos Cachoeira, em especial nos que tratam do pagamento da casa.  “Que razão haveria de alguém levar dinheiro no Palácio?”. Relator faz sua última pergunta: “Quando e quem entregou a chave a Wladimir Garcez?”. Perillo respondeu: “Não sei precisar. Ou foi Lúcio (ex-assessor especial) ou alguém da imobiliária”.

13h23 – O governador Marconi Perillo diz que o ex-vereador Wladimir Garcez usou indevidamente seu nome para tratar de negociações de dívidas do governo com a Delta. Interceptações da PF indicam que o pagamento de um dos cheques da compra da casa estava condicionado ao pagamento de parte da dívida do Estado de Goiás com a Delta. “Esse negócio não há como ser condicionado. Era um negócio de minha propriedade”, rebateu. “Usam tanto o meu nome nessas gravações que eu não posso ter a mínima ideia do que tenha acontecido.”

13h16 – O relator pergunta novamente sobre a venda da casa. “Não tinha como adivinhar que Garcez recorreria a empréstimos a patrões para fazer jus aos pagamentos. (…) Aliás, se tivesse que vender de novo essa casa, teria ficado com ela.” O relator lê trechos de conversas gravadas pela PF entre Wladimir Garcez e Cachoeira sobre a venda da casa, em que tratam sobre os cheques que seriam usados.

12h59 – Governador nega novamente que tenha feito pagamentos ao jornalista Luiz Bordoni por meio de empresas ligadas a Cachoeira. A negociação seria intermediada por Lúcio Fiuza, ex-assessor de Marconi Perillo. “Sou autor de processo contra ele (o jornalista) por injúria, difamação e calúnia”, respondeu. “Ele não prestou serviços apenas à minha campanha. Prestava também a terceiros”, complementou. O relator lê trechos de declarações do jornalista nos quais narra como teria recebido R$ 40 mil em dinheiro do governador. De acordo com as declarações, o dinheiro estaria num frigobar, que ficava na sala de um escritório de Perillo. “O jornalista, aquela figura controversa lá no Estado, terá que apresentar as provas. Perillo diz não ter recebido doações de campanha da Delta.

12h49 – Relatoria pediu relação de pagamentos feitos pelo governo de Goiás à empresa Delta.

12h30 – Relator, deputado Odair Cunha (PT-MG), pergunta se o governador sabia das relações da ex-chefe de gabinete Eliane Pinheiro com Cachoeira. “Nunca, em momento algum, disse a mim ter qualquer relação com Cachoeira. Depois (da operação da PF), ela me disse que tinha amizade com a família dele. (Me disse que) nunca se envolveu em qualquer atitude ilícita ou para beneficiar Cachoeira. Ela saiu (do governo) para evitar aborrecimentos. (…) Ela nunca me disse que tinha esse radinho (telefone Nextel concedido por Cachoeira)”, disse o governador Marconi Perillo.

12h26 – Relator pergunta se manteve contatos com o ex-vereador Wladimir Garcez, apontado pela Polícia Federal como a pessoa que levava “os pleitos” de Cachoeira ao governo de Goiás, depois de eleito. “É claro que mantive algumas relações com ele para tratar de assuntos da Casa. (…) A mim ele nunca levou nenhum pleito da Delta nem de Cachoeira”, disse o governador, que afirmou ter ouvido de pessoas de seu governo que o ex-vereador levava pleitos da Delta, além de pedidos de nomeação. O governador disse que o senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO) também sugeriu nomeações, algumas delas atendidas, mas nunca levou pleitos relacionados a Carlinhos Cachoeira.

12h18 – O relator lê denúncia anônima encaminhada ao governo de Goiás sobre a interferência de Cachoeira no Detran do Estado. O governador afirmou desconhecer o teor da denúncia, mas que buscaria informações sobre o encaminhamento que foi dado. “Todas as denúncias que chegam ao meu gabinente são imediatamente encaminhadas à Controladoria-Geral do Estado”, assegurou.

12h14 – O relator foca suas perguntas em contratos firmados pela administração do Estado com empresas supostamente ligadas a Carlinhos Cachoeira. O governador reafirma que as licitações são lícitas. Sobre determinadas empresas, Perillo diz desconhecer se há elo com o grupo do contraventor por não ter em mãos as informações de todos os contratos.

12h02 – Relator da CPI cita dados da Operação Monte Carlo da Polícia Federal, responsável pelas investigações de Cachoeira, que detalham as prisões de integrantes da Polícia Federal em Goiás. “O senhor tinha conhecimento dessa influência?”. “É claro que não tinha. (…) No mesmo dia da operação, todos perderam cargo. Todos estão sendo processados. Isso não significa que a cúpula da PF estava envolvida, mas que alguns policiais foram cooptados”, rebateu o governador.

11h52 – Perillo: “Ouvi falar de Cachoeira por volta de 96 (quando ele havia ganho licitação para administrar loteria em Goiás). Muito depois, o vi pela primeira vez. No governo agora, o recebi uma vez, e estive com ele duas vezes em jantares”, responde às perguntas iniciais do relator sobre o tipo de relacionamento que o governador tinha com Carlinhos Cachoeira.

11h46 – “Tenho a consciência tranquila. De boa-fé vivo, de boa-fé aqui me apresento. Desde já me coloco à disposição”, finalizou o governador. O relator da CPI, deputado Odair Cunha (PT-MG), começa a fazer perguntas a Marconi Perillo.

11h44 – Governador entregou auditorias feitas pelo governo federal em contratos feitos com a Delta, empresa que seria ligada a Cachoeira. “Eu nunca mantive nenhuma relação de proximidade com o senhor Carlos Cachoeira. Nunca fiz negócio com ele. Todas as nomeações no meu governo obedecem critérios técnicos”, repetiu. O Perillo disse que o único pedido que recebeu de Cachoeira foi para análise de incentivos fiscais a uma empresa de medicamento ligado a Cachoeira, o que, segundo ele, é corriqueiro. A fala do governador já excedeu o tempo tradicional de 20 minutos, mas, por orientação do presidente da CPI, o governador terá tempo flexível para apresentar sua defesa. “Todas as despesas da minha eleição (…) foram realizadas dentro do que determina a lei e aprovadas pela Tribunal Eleitoral. Nunca foi feito qualquer pagamento ao jornalista Luiz Carlos Bordoni.”

11h35 – Perillo: “A verdade é sempre a mesma em qualquer de suas partes”, diz o governador sobre as versões sobre a compra da casa. “Vendi (a casa) pelo valor de mercado. Depositei o pagamento em minha conta bancária. Declarei tudo no Imposto de Renda (…). Se houvesse qualquer elemento fraudulento nesse negócio, jamais teria anunciado esse negócio. As acusações não têm a menor sustentação diante dos fatos e da lógica.” “Se alguém tirou vantagem, foi sem meu conhecimento. Não tem qualquer relação comigo. Desde o dia 13 de abril, quando dei a primeira entrevista sobre isso, venho repetindo exaustivamente a mesma informação. É incrível que seja exposto por ter vendido bem pessoal, rigorosamente dentro da lei. Enquanto outros cobram propinas, fazem esquemas em licitações. Tudo que transcender a isso, é especulação.”

11h26 – Perillo: “Quando a casa foi colocada à venda, em anúncio de classificados, (ex-vereador) Wladimir entrou em contato e manifestou interesse. Fez a oferta e acertamos valor de R$ 1,4 milhão. Ele deu três cheques. Os cheques foram todos compensados”. Governador apresentou cópias dos comprovantes de depósito. Perillo diz que desejou vender o imóvel porque precisava de uma casa maior. O governador lembra que vereador afirmou a ele que revendeu a casa para o empresário Walter Paulo. Perillo lê trechos do depoimento de Wladimir Garcez à CPI, no qual explica como atuou na compra e revenda da casa. “Não há, portanto, contradições, confusões, sobre a venda da minha casa. E sua absurda ilação de que teria recebido duas vezes. Não me preocupei em saber quem era o emitente do cheque, e me lamentei por isso. ”

11h20 – Governador fala sobre um encontro que teve com Cachoeira: “Encontrei Cachoeira em jantar na casa do senador Demóstenes, onde a conversa girou sobre uma pretensa candidatura do senador Demóstenes.” Explica a venda da sua casa: “Se eu soubesse que a venda dessa casa geraria tanta confusão, teria continuado a morar nela. Tratava-se de imóvel registrado em meu nome.”

11h16 – Governador afirma que licitações recentemente feitas estão dentro da lei. “Desafio a fazerem auditoria no meu governo”, afirmou. Nega que tenha havido influência de Cachoeira na seleção de empresas ou de servidores em sua administração. Falou sobre a exoneração da Eliane Pinheiro (ex-chefe de gabinete do seu governo), cujo nome também apareceu nas investigações da Polícia Federal. Segundo Perillo, ela era encarregada de assuntos partidário e das relações com parlamentares e pediu exoneração por ter se sentido desconfortável em continuar no cargo. “Só depois descobri que o relacionamento dela com Cachoeira era familiar.”

11h07 – O governador lê leis e decretos recentes que regulam as loterias no Estado de Goiás e proíbem os jogos caça-níqueis. A operação da PF contra Cachoeira focava os negócios ligados a jogos de azar comandados pelo contraventor. “O grupo investigado não teve qualquer apoio do meu governo”, afirmou o governador mencionando dados de operações policiais sobre apreensões de máquinas caça-níqueis e de combate ao jogo ilegal. “Tudo isso desmente por completo as especulações (…) de influência desse grupo no governo de Goiás.” “Jamais alguém entregou qualquer quantia em dinheiro no Palácio das Esmeraldas.”

11h – Perillo: “Quero que memorizem: não há nenhum ato do meu governo em benefício ou em direção do que suscitam os diálogos mencionados sobre a imprensa sobre as investigações da Operação Monte Carlo.” “Na vida pública, muitas vezes vemos muitas pessoas se aproximarem para tentar mostrar relações de prestígio com autoridades. Dificilmente algum parlamentar não foi vítima de uma manobra dessa, diz ao fazer referência a declarações de Cachoeira de que teria bons contatos no Estado.

10h54 – Perillo afirma que a única vez que falou com Cachoeira por telefone foi na ocasião de seu aniversário. Questiona se, se de fato tivesse ligações com o contraventor, haveria apenas uma conversa direta com ele. “Não posso me responsabilizar por conversas irresponsáveis.” “As citações em meu nome, são citações irresponsáveis.” Segundo ele, um diálogo entre Wladimir Garcez e Cachoeira mostra que combinavam uma maneira de fazer o nome do governador aparecer como autor de uma mensagem de celular. “O depoimento do senhor Wladmir Garcez demonstrou essa intenção com bastante clareza”, diz. Garcez é ex-vereador pelo PSDB e para quem o governador afirma ter vendido a casa de R$ 1,4 milhão.

10h49 – Perillo: “Venho aqui portanto para falar de um Estado maravilhoso, de uma gente boa, trabalhadora. Venho aqui também para fazer esclarecimentos. Venho em respeito ao Congresso Nacional. Saibam, senhores, que debateremos diante da verdade. Conforme já afirmei, ao longo desses 100 dias, nunca mantive qualquer relação de proximidade com Carlos Agusto de Almeida Ramos. “Nenhuma ligação para mim ou para o meu telefone. Nenhuma ligação dele a mim. Apenas uma minha a ele em cumprimento ao seu aniversário”, comentou o governador sobre as menções ao seu nome nas investigações da Polícia Federal.

10h45 – Perillo: “Estou sendo vítima de uma grande injustiça. que se manifesta de forma velada. Não conheço algo parecido no País desde que resgatamos a democracia.” “Respeito a liberdade de imprensa, sempre vou respeitar. Mas devo dizer que há muitas informações fragmentadas, alguns exageros.”

10h40 – Perillo usa os minutos iniciais da sua fala para falar da sua história política, de sua atuação no governo goiano e menciona índices econômicos do Estado.

10h36 – Marconi Perillo: “Venho a esta CPMI com a cabeça erguida e firme no propósito de apresentar a verdade dos fatos.” “Desde o princípio me ofereci a comparecer nesta Comissão Parlamentar de Inquérito.” “Estou sendo vítima de todos esses acontecimentos deflagrados com a Operação Monte Carlo. Informações distorcidas.” “Tentam o tempo todo desconstruir o patrimônio político e eleitoral que construí durante toda uma vida pública.”

10h30 – O governador de Goiás,  Marconi Perillo (PSDB), assinou termo de compromisso com a CPI e terá agora direito de falar por 20 minutos.

10h26 – O presidente da CPI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), abre a sessão.

 

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