Funai não confirma morte de criança em Maranhão
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Funai não confirma morte de criança em Maranhão

Lilian Venturini

10 de janeiro de 2012 | 15h04

Roldão Arruda, de O Estado de S.Paulo

Agentes da Fundação Nacional do Índio (Funai) enviados à Terra Indígena Arariboia, no interior do Maranhão, não confirmaram a denúncia de que uma criança do grupo awá-guaja foi queimada por madeireiros. Segundo relato divulgado na quinta-feira, 5, pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi), a criança teria sido assassinada em outubro do ano passado.

O Cimi baseou a divulgação em relatos de índios ouvidos por seus missionários. O caso teve repercussão internacional, especialmente nas redes sociais, com ênfase no fato de os awá guajá constituírem um dos últimos povos isolados do planeta. Os agentes da Funai teriam ouvido, porém, os mesmos índios e eles não confirmaram a informação divulgada pelo Cimi.

Embora ainda não tenha encerrado as investigações, a Funai deve divulgar uma nota oficial sobre o assunto, nesta terça-feira ou quarta-feira, 11. Ela será baseada no relatório de três agentes do escritório regional  em Imperatriz que foram enviados para o município de Arame, a 469 km de São Luís, onde teria ocorrido o suposto crime.

A direção nacional da instituição, em Brasília, aguarda ainda um segundo relatório, de funcionários ligados à frente de proteção aos povos isolados. Eles também estiveram na região e também teriam ouvido os índios guajajaras, que dividem a terra indígena com os awá guajá. Nenhum deles, segundo assessores da Funai, confirmou a informação do Cimi.

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