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Gabriel Chalita desiste do Senado

Camila Tuchlinski

23 de junho de 2010 | 18h04

Por Diego Zanchetta e Fábio Leite

Com a decisão do PSB de lançar a candidatura do empresário Paulo Skaf ao governo de São Paulo e sem uma aliança de peso, o vereador socialista Gabriel Chalita anunciou com exclusividade ao Estado que deixará a disputa ao Senado para sair candidato a deputado federal no pleito de outubro. O desejo de ser senador foi um dos motivos que levou Chalita a trocar o PSDB pelo seu novo partido ainda em 2009.

Com 9% das intenções de voto ao Senado segundo pesquisa Ibope de maio, o ex-tucano chegou até a ser convidado pela pré-campanha presidencial da petista Dilma Rousseff para ajudar a elaborar o programa de governo na área da Educação – área da qual foi secretário estadual no governo Geraldo Alckmin (2001-2006). Chalita bateu de frente com a cúpula do PSB paulista ao defender a aliança da sigla com o PT no Estado. Chalita e Marta Suplicy (PT) fariam dobradinha ao Senado na chapa que tem como cabeça a candidatura do senador Aloizio Mercadante ao governo.

“Acho possível defender a mesma bandeira (Educação) que defenderia no Senado no Congresso Federal”, afirmou Chalita, que preferiu evitar críticas ao posicionamento de seu partido em favor de Skaf. A vontade do vereador, porém, de ser candidato ao Senado na chapa petista foi minada pelo presidente estadual do PSB, o deputado federal Márcio França, que declarou há duas semanas que a candidatura do ex-dirigente da Fiesp era irreversível.

A última esperança de Chalita era uma possível candidatura avulsa a senador, mas, em 12 de maio, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) impediu que vários partidos se coliguem na eleição para governador, mas fiquem separados na disputa ao Senado. Nos próximos dias o PT vai oficializar a candidatura do apresentador e pagodeiro Netinho de Paula como o segundo candidato ao Senado, ao lado de Marta.

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