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Forças Armadas e PF reforçam integração de operações contra o crime organizado e fiscalização das fronteiras

Redação

18 de janeiro de 2012 | 17h30

estadão.com.br

Em reunião realizada nesta quarta-feira, 18, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e o ministro da Defesa, Celso Amorim, anunciaram a implementação da parte estrutural das operações desenvolvidas em conjunto por militares e policiais federais. O plano é promover uma espécie de “sintonia fina” nas operações Ágata, de responsabilidade das Forças Armadas, e Sentinela, feita pela PF, ambas de segurança na fronteira.

Um dia depois do encontro com o ministro da Defesa da Colômbia, Juan Carlos Pinzón Bueno, para tratar da criação de um plano bilateral de fronteiras de combate ao crime organizado, os dois ministros brasileiros avaliaram, na reunião, que “a integração entre Forças Armadas e Justiça (ministério ao qual a PF é vinculada) tem sido excelente.”

Cardozo disse que visitará a Colômbia, juntamente com Amorim, para avaliar mecanismos de integração com o país no combate a organizações criminosas e na fiscalização das fronteiras.

A consolidação da indústria de defesa sul-americana e o tema do combate a organizações que praticam crimes transnacionais serão levados pelos ministros à União de Nações Sul-Americanas (Unasul), na reunião de 3 e 4 de maio, na cidade colombiana de Cartagena.

O ministro da Defesa colombiano disse, no encontro desta terça-feira, 17, que a união entre o Brasil e a Colômbia tornará os dois países mais forte na luta contra o narcotráfico, tráfico de armas e explosivos.

Em novembro, após uma operação deflagrada pela PF, Cardozo criticou o modelo padrão de operação da PF. Na sua avaliação, o Plano Nacional de Fronteiras está “rigorosamente em dia”. “Acho muito ruim que se tenha uma operação-padrão nas fronteiras, francamente. Não posso entrar no mérito daquilo que entidades sindicais defendem, é um direito delas reivindicar. Acho que é o papel delas, e o papel do governo é avaliar o que é justo ou injusto, o que pode e o que não pode”, afirmou, ao participar da reunião da Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (Enccla), em Bento Gonçalves (RS).

Em resposta, o ministro garantiu que o governo manterá em 2012, sem cortes, o calendário de investimentos em segurança pública e no Plano Estratégico de Fronteira em 2012. Isso inclui realização de concursos para contratação de mais de 3,9 mil pessoas nas Polícias Federal e Rodoviária, melhorias nas instalações físicas e pagamento da gratificação prometida aos policiais que atuam na fronteira.

*Com informações da Agência Brasil