As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Fiscalização flagra trabalho escravo em oficinas contratadas pela Zara em SP

Jennifer Gonzales

17 de agosto de 2011 | 15h02

Uma fiscalização do governo federal flagrou trabalhadores estrangeiros em situação análoga à escravidão operando em oficinas contratadas pela marca espanhola Zara, do grupo Inditex. Segundo a reportagem do site Repórter Brasil, na operação, 15 pessoas foram libertadas de duas oficinas, uma no Centro da capital paulista e outra na Zona Norte. A investigação é da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de São Paulo (SRTE/SP). Avisada do momento da apreensão, a Zara não enviou nenhum representante.

oficina_zara_Bianca_Pyl__Reporter_Brasil_17082011_blog2.jpg

De acordo com os agentes públicos, o quadro encontrado foi de contratações irregulares, trabalho infantil, condições degradantes e jornadas de até 16 horas de trabalho diário. Além de serem obrigados a arcar com todos os custos, inclusive o de vinda ao Brasil, os trabalhadores eram obrigados a pedir autorização para sair dos locais de trabalho, que também era suas residências.

A maioria dos funcionários das oficinas eram peruanos ou bolivianos. Os fiscais apreenderam durante a operação um caderno que continha a contabilidade do grupo. A maioria dos trabalhadores não tinha direitos pagos e recebiam salários de R$ 274 a R$ 460.

A fiscalização lacrou a produção e apreendeu parte das peças, incluindo a peça piloto da marca Zara. As máquinas de costura também foram interditadas por não oferecerem segurança aos trabalhadores. Segundo a reportagem, para cada peça feita, o dono da oficina recebia R$ 7. Os costureiros declararam que recebiam, em média, R$ 2 por peça costurada.

Leia a reportagem completa no site da ONG Repórter Brasil.

publicidade

publicidade

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.