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Em sabatina no ‘Estado’, Feldmann admite que PV ainda tem de amadurecer

Jennifer Gonzales

03 de setembro de 2010 | 17h01

O candidato do PV ao governo do Estado de São Paulo, Fábio Feldmann, admitiu ao participar de sabatina na TV Estadão nesta sexta-feira, 3, que o PV ainda precisa amadurecer e ocupar seu lugar na sociedade. Para ele, o PV pode ser uma alternativa nova na sociedade. “É maior na sociedade do que efetivamente é hoje”, disse. O encontro teve a mediação de Roberto Godoy e as perguntas foram feitas pelos jornalistas Lucas de Abreu Maia e por André Mascarenhas.

Veja como foi:

17h58 – Palavras finais: “É a primeira vez que se vê no Brasil a possibilidade de colocar uma terceira alternativa no Brasil. Nós estamos colocando nessa eleição quais são os desafios do século 21. Acho que não existe mais esquerda contra direita, mas visão do século 19 contra visão do século 21. Esperamos que o internauta se dê a possibilidade de que o Partido Verde possa crescer. Tudo que é novo é polêmico, há um tempo de amadurecimento das ideias.”

17h58 – Candidato diz que é cedo para discutir segundo turno.

17h57 – Feldmann diz que pensa uma TV Cultura conectada às novas mídias.

17h52 – “Política com P maiúsculo você faz tendo a coragem de colocar temas novos e até de divergir. É o exemplo do rodízio. Huve muita controvérsia, mas acho que hoje ele está legitimado. Faltou muita coisa, deveriam ter criado transporte público. Eu no PV estou fazendo a minha parte. Estou tentando sair do debate raso e tentando colocar os novos temas. É difícil. A política se faz também colocando novos temas, novas agendas, ainda que demore na questão do amadurecimento do partido e da própria sociedade. Às vezes você desanima, em função da corrupção, mas existe muita compreensão das pessoas também.”

17h49 – “Fui para o PV por acreditar que o PV pode ser uma nova alternativa na sociedade. É maior na sociedade do que efetivamente é hoje. Vai sair maior dessa eleição. Tem uma agenda inovadora. A partir de agora teremos de ter uma política de aliança mais criteriosa. Não sou a favor de fazer uma oposição indiscriminada. O Brasil precisa de um partido mais novo. Espero que o PV esteja à altura dos novos desafios.”

17h47 – “Quando fui secretário na gestão Mário Covas, nós implantamos o rodízio porque estávamos numa situação parecida em SP, época de inverno, com poluição e ar seco. Quem vive em SP tem uma expectativa de vida menor que quem vive em outros lugares. Nós reintroduziríamos o rodízio por questão ambiental e por questão de saúde pública, não só em SP como em outras grandes cidades.”

17h45 – Para Feldmann, Metrô é uma solução importante para São Paulo. “Fomos mal nessa área nesses últimos anos.” Diz que irá investir em Metrô e aponta também o uso de hidrovias para melhorar o transporte.

17h43 – Feldmann diz ser a favor da descriminalização da maconha e do aborto e também a favor do casamento entre homossexuais. “Nesse sentido minha opinião é um pouco diferente da da minha candidata à Presidência.”

17h40 – Para Feldmann, a questão ambiental representa oportunidades no campo da economia. “Se tivesse licenciamento ambiental quando se escolheu fazer a usina nuclear em Angra dos Reis, certamente não teríamos colocado a usina ali, porque é totalmente inadequado.”

17h37 – “Eu não defendo energia nuclear, o Brasil não precisa de usina nuclear, nós temos um potencial muito grande de energia eólica, etanol.” Feldmann também propõe debater com a sociedade a energia nuclear e defende um plebiscito com as pessoas que seriam eventualmente afetadas  por um acidente nuclear. “Se eu for governador de SP, essa hipótese da energia nuclear será muito remota.”

17h33 – Confrontado com a opinião de Marina Silva, que defende a exploração do pré-sal, Feldmann diz respeitar a opinião de sua correligionária e defende que o tema seja debatido com mais profundidade. “O pré-sal é tratado como a salvação da lavoura, no momento que acontece o aquecimento global.”

17h30 – Feldmann diz defender um plebiscito para decidir sobre a exploração do pré-sal. “Vejo nisso uma oportunidade para que a sociedade conheça no todo as questões envolvidas aí.”

17h26 – “Eu acho que a vocação do litoral norte é uma vocação de turismo, poderia ser algo como a Riviera Francesa. Acho que é possível gerar renda a partir do turismo e acho isso incompatível com a proposta de ampliar o posto de São Sebastião, que vai elevar o tráfego para 26 mil caminhões por dia. Também sou reticente com relação ao pré-sal. Um vazamento como o que ocorreu no Golfo do México, que eu chamo de ‘Chernobyl dos mares’, compromete as praias, o turismo, a pesca.”

17h23 – “O Vale do Ribeira é a área de maior concentração de Mata Atlântica. Se nós entendermos a biodiversidade como ativos, o Vale do Ribeira poderia ser preservado, e poderia haver uma maior inclusão social. Há um desafio aí. Em relação ao saneamento, devíamos fixar metas. E toda a discussão seria feita a partir da discussão de metas, com entidades empresariais e com os municípios. Aliás, nós também temos problemas em São Paulo em propriedades rurais, esse é um grande desafio. Nós queremos fixar metas e cumprir essas metas.”

17h21 – Para Feldmann, a indústria melhorou muito em relação às contrapartidas ambientais e diz acreditar que é possível dialogar com o agronegócio.

17h19 – “Um dos temas que debatemos diz respeito à China e à economia de São Paulo. A China hoje é o principal comprador do Brasil, e a contrapartida é a abertura do mercado brasileiro. A única maneira de competir é a inovação. São Paulo terá de recuperar a capacidade de investir em inovação, tecnologia, moda, design. São Paulo tem de continuar sendo a locomotiva do País.”

17h16 – “No campo da economia, nós estamos propondo as novas economia, no campo do transporte, nós propomos os transportes sustentáveis. Quem fala que somos monotemáticos, não está entendendo quais são os novos desafios.” Feldmann defende também inovação na política de São Paulo. “Nós também queremos estabelecer o princípio da responsabilidade ambiental.”

17h13 – Feldmann diz que considera extremamente grave a quebra de sigilo de Verônica Serra, cobra investigações e diz considerar ridícula a tentativa de atribuir ao próprio Serra a quebra de sigilo. Diz também que o PV não tem nada a ver com o episódio, apesar do contador que entregou a procuração falsa à Receita ser filiado ao partido e revela que o partido já abriu sindicância para apurar quem é essa pessoa.

17h09 – Para Feldmann, a agressividade vista nos debates em São Paulo se explica pelo fato de que há um candidato mais bem colocado, que é o Alckmin, e que isso é ruim porque torna o debate raso. Diz que não tem poupado Alckmin, mas sim procurado debater propostas.

17h06 – Questionado sobre a troca de partido de Feldmann, que havia sido fundador do PSDB, o candidato escalarece que saiu em em 2005 por questão de opção política. “PSDB e PT são países que contribuíram muito para a redemocratização do País, mas que tem uma dificuldade muito grande para se adaptar ao que eu chamo de desafios do século 21. Tenho muito respeito pelo PSDB, mas tenho sérias divergências com a agenda política do PSDB”, responde o candidato.

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