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‘Existência de desaparecidos políticos não deve ser motivo de vergonha’, diz chefe do GSI

Camila Tuchlinski

03 de janeiro de 2011 | 20h58

Tânia Monteiro, da Sucursal de Brasília

O novo chefe Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, general José Elito Siqueira, disse nesta segunda-feira, 3, que a existência de desaparecidos políticos durante a ditadura militar não deve ser motivo de vergonha, mas tratado como “fato histórico”.

“Nós temos que ver o 31 de março de 1964 como dado histórico de nação, seja com prós e contras, mas como dado histórico de nação. Da mesma forma, os desaparecidos são história da nação, que nós não temos que nos envergonhar ou nos vangloriar. Nós temos que enfrentar, discutir, estudar como fato histórico”, afirmou.

Os militares, apesar de não terem gostado de o ex-ministro da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Paulo Vannuchi, no apagar das luzes do governo passado ter decidido lançar e distribuir e 7,2 milhões de CD-ROMs, patrocinados pelo governo, para serem distribuídos entre estudantes de ensino médio das escolas públicas intitulado “Direito à memória e à verdade”,  entendem que o discurso da nova titular da pasta, Maria do Rosário, foi “conciliador”.

Outros oficiais consultados pelo Estado, que tiveram acesso ao discurso de Maria do Rosário, disseram que ficaram “animados” com o “aceno conciliador” que ela faz. Lembraram que dois pontos foram fundamentais em sua fala, ter ressaltado que não estão personalizando ou procurando culpados específicos, mas responsabilizando o Estado e que isso já está em processamento em diversas comissões instaladas. Destacaram ainda que consideraram importante ela reconhecer que as Forças Armadas estão em busca da democracia, ao lado da sociedade civil e que não se trata de revanchismo.

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