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Grupo do PMDB lança frente “anti-Skaf” em São Paulo

Lilian Venturini

08 de abril de 2014 | 19h04

Pedro Venceslau e Ricardo Chapola

Ex-secretário municipal de Planejamento de São Paulo na gestão de Regis de Oliveira, sucessor de Celso Pitta, o empresário Fernando Fantauzzi (PMDB) protocolou nesta terça-feira, 8, na sede do partido, sua pré-candidatura ao governo paulista. Apesar de ter pouca influência atualmente nos diretórios municipais peemedebistas, que são comandados no Estado pelo vice-presidente Michel Temer, ele pretende disputar a indicação com o empresário Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP).

Para mostrar que está levando a sério a disputa interna, ele marcou um coquetel de lançamento do seu nome na quinta-feira, dia 10, em um hotel na capital. Militante do PMDB desde 1980, Fantauzzi foi dirigente da legenda, assessor especial do governador Luiz Antônio Fleury entre 1991 e 1995 e é um dos últimos remanescentes da corrente “quercista” da sigla.

O ex-governador Orestes Quércia comandou o braço paulista do PMDB com mão de ferro até 2010, quando morreu. Desde então, o partido no Estado passou a orbitar na área de influência de Temer, que apoia a candidatura de Skaf. “A base do PMDB, que historicamente é ouvida na escolha do candidato, não foi ouvida desta vez. Skaf não representa a grande massa partidária”, diz Fantauzzi.

Para o ex-secretário, outra falha de Skaf é que ele não é especialista em segurança pública num momento em que São Paulo tem fragilidades no setor. “Hoje dentro do partido eu sou um dos maiores especialistas em segurança pública. Skaf não é”, completa o ex-secretário.

Dirigentes da legenda confirmaram o recebimento do comunicado escrito por Fantauzzi, mas consideram remotas as chances de disputa prévia. Peemedebistas avaliam que o lançamento da pré-candidatura de Fantauzzi é um “factoide” criado para enfraquecer a imagem de Skaf, um dos principais adversários do governador Geraldo Alckmin (PSDB) da disputa estadual. Ainda segundo líderes do partido, o ex-secretário participou de reuniões com auxiliares de Alckmin no Palácio dos Bandeirantes na semana passada.

No levantamento mais recente realizado pelo Datafolha, o empresário apareceu com 19% das intenções de voto, atrás apenas de Alckmin, que tem 43%.