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Ex-secretário de Carepa no Pará é favorito à presidência do Incra

TANIA MARIA BARBOSA MARTIN

01 de março de 2011 | 16h54

Roldão Arruda

O nome mais forte na corrida pelo cargo de presidente do Incra continua sendo o do engenheiro agrônomo Cassio Alves Pereira, ex-secretário da Agricultura no Pará, no governo de Ana Julia Carepa (PT). Um dos motivos para a demora no anúncio do seu nome é a disputa entre o PT, partidos da base aliada e movimentos sociais pelas cadeiras das principais diretorias do órgão e também das superintendências regionais.

O Incra tem 30 superintendências regionais espalhadas pelo País. Ontem, representantes das comunidades eclesiais de base (CEBs) de São Paulo, vinculadas à Igreja Católica, divulgaram manifesto defendendo o nome do professor Wellington Diniz Monteiro para a superintendência de São Paulo. A indicação tem o apoio de d. Mauricio Grotto de Camargo, arcebispo de Botucatu. Assessor das CEBs no Estado, ele também assinou a nota.

Por outro lado, José Rainha, um dos principais líderes dos sem-terra no Estado, dissidente do MST, quer que o atual superintendente, Raimundo Pires Silva, continue no cargo.

Se confirmada, a indicação Cassio Alves Pereira para a presidência do Incra assinalará a continuidade da Democracia Socialista (DS), corrente petista, no controle dos órgãos diretamente relacionados à questão agrária no País. A corrente, da qual fazem parte os governadores Tarso Genro (RS) e Jacques Wagner (BA) e a ex-governadora Ana Julia, já emplacou no Ministério do Desenvolvimento Agrário o nome de Afonso Florence, petista baiano.

A nomeação do ex-secretário da Agricultura do Pará também assinalaria o aumento do prestígio dos governadores das regiões Norte e Nordeste. Desde o início do governo petista, em 2003, o ministério e o Incra estiveram nas mãos de gaúchos.

(Alterado às 19h42 para correção de informações)

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