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Ex-líder do DEM, Apolinário diz que deve votar em Dilma e manda recado a Kassab

Armando Fávaro

16 de junho de 2010 | 20h52

Por Malu Delgado

Destituído da liderança do DEM na Câmara Municipal de São Paulo após declarar apoio e voto ao petista Aloizio Mercadante ao governo do Estado, o vereador Carlos Apolinário afirmou ao blog que não se sente mais na obrigação de articular apoios a projetos e votações de interesse do governo do prefeito Gilberto Kassab. Afirmou, ainda, que “tudo caminha para votar em Dilma Rousseff” à Presidência.

Quatro dos sete vereadores do DEM assinaram documento hoje retirando Apolinário da liderança. O novo líder a partir de agora é o vereador Marco Aurélio de Almeida Cunha. Da bancada do DEM, o vereador Milton Leite também já havia declarado apoio a Mercadante.

“Em parte isso até ajudou (sair da liderança). Agora, sou só o cabo eleitoral do Mercadante”, afirmou o vereador.

Ele disse, ainda, que não pretende deixar o DEM e que não recebeu nenhum alerta formal ou informal sobre um eventual processo de expulsão. “Só irei (para outro partido) se o DEM me mandar embora. Sou DEM até que provem o contrário.”

Diante da decisão do partido de retirá-lo da liderança, Apolinário reagiu: “Não tenho mais nenhuma responsabilidade de ajudar a aprovar os projetos do Kassab na Câmara”.

Aproveitou o episódio para enfatizar que Kassab “tomou sozinho a decisão de apoiar Geraldo Alckmin (PSDB) sem reunir a bancada de vereadores”. E acrescentou: “Ele (Kassab) tomou a decisão sozinho, e eu respeito. Eu também tomei a decisão sozinho”.

Sobre uma eventual expulsão, mandou um aviso indireto ao DEM: “A lei que bate em Chico bate em Francisco”.

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