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‘Eu nunca imaginei ser presidente da República’, afirma Dilma em entrevista

Camila Tuchlinski

01 de novembro de 2010 | 21h19

Rodrigo Alvares

“Eu nunca imaginei ser presidente da República, sempre fui uma servidora pública”, disse a presidente eleita do Brasil, Dilma Rousseff (PT), sobre como reagiu ao receber a indicação do próprio presidente Lula para concorrer à sua sucessão. Ela também voltou a defender a liberdade de imprensa, a estabilidade econômica e declarou que pretende escolher logo os nomes que vão compor o seu governo na noite desta segunda-feira durante entrevistas ao Jornal da Record e ao Jornal Nacional (Rede Globo).

“Em uma novela”, como definiu a condução da entrevista ao JN, Dilma falou sobre sua origem búlgara, sua participação em grupos durante o regime militar e sua carreira na administração pública através de matérias apresentadas pelo programa – como a prisão onde ficou em São Paulo e foi torturada. Questionada sobre a senasação de “rever” as cenas do que aconteceu àquela época, disse que “os caminhos eram fechados e cometeu uma gafe ao dizer que “a ditadura abriu os caminhos para a democracia no Brasil”.

Ao Jornal da Record, Dilma repetiu o tom do discurso da vitória sobre José Serra (PSDB) no último domingo: “Não cabe, em relação à imprensa, principalmente de uma pessoa pública, qualquer nível de crítica tentando coibir o que a imprensa disse ou deixou de dizer. Eu prefiro as vozes críticas do que o silêncio das ditaduras. Agora, isso não impede que eu me sinta prejudicada em alguns momentos e tenha de me defender. Eu sempre brinco que o controle remoto na mão do telespectador é o melhor controle que pode ter por parte da população em relação à mídia. Quem resolve ali é o indivíduo”.

Inflação

Dilma garantiu que vai manter os gastos sociais e o investimento, mas declarou que “todos os princípios que regeram o nosso governo, no período Lula, eu manterei no meu governo. São os princípios que fundam a estabilidade macroeconômica e o equilíbrio macroeconômico no Brasil. Nós não brincaremos com a inflação. Nós seremos um governo que terá metas inflacionárias da mesma forma que tivemos no governo Lula. Não vamos gastar aquilo que não se pode gastar”.

“Não acredito que manipular câmbio vá levar a algum lugar”, acrescentou. “Nós temos hoje uma quantidade de reservas que permite que a gente se proteja de qualquer especulação internacional”.

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