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Estudantes acampam há uma semana na Câmara de Natal em protesto contra prefeita

Jennifer Gonzales

14 de junho de 2011 | 16h44

Anna Ruth Dantas, especial para o Estado / NATAL (RN)

Os protestos organizados por estudantes contra a prefeita de Natal Micarla de Sousa (PV) no mundo virtual, através de redes sociais, principalmente o Twitter, ganhou os rumos de protestos físicos. Há uma semana cerca de 100 estudantes acamparam no pátio da Câmara Municipal de Natal. O protesto tem todos os contornos de protesto político. Os estudantes invadiram a sede do Legislativo pedindo para ser feito o impeachment da prefeita de Natal Micarla de Sousa. Há uma semana que o Legislativo da capital potiguar está parado, sem realizar sessão, devido ao acampamento dos estudantes. A Ordem dos Advogados do Brasil no Rio Grande do Norte tentou intermediar o conflito entre os manifestantes e os vereadores, mas naufragou no consenso.

O protesto dos estudantes ganhou novos contornos com a extinção da Comissão Especial de Inquérito, ocorrida no final da semana passada, que havia sido instalada para investigar os aluguéis pagos pela Prefeitura. O problema é que a CEI dos Aluguéis não passou da primeira reunião, já que a vereadora Sargento Regina (PDT), única representante da oposição na Comissão, retirou-se da CEI em protesto contra o fato de vereadores que apóiam a prefeita terem ficado com a presidência e a relatoria da Comissão. O desfecho da CEI foi ser extinta pelo presidente da Câmara, vereador Edivan Martins (PV).

Foi esse ato que acirrou os ânimos dos estudantes. Agora o grupo exige, para deixar as instalações do Legislativo, que uma nova CEI seja instalada e pede que o presidente da Câmara assine a garantia de que a oposição terá a indicação do presidente ou do relator.

Como Edivan Martins disse que as indicações são dos próprios membros da CEI, após instalada, os estudantes se mantém no acampamento, que foi batizado por eles de “Primavera sem borboleta”, em referência à campanha de Micarla em 2008, quando ela usava o o símbolo da borboleta. Por enquanto, o conflito permanece e os estudantes continuam acampados.

O acampamento

No acampamento os estudantes dormem em barracas, tomam banho usando as instalações dos banheiros da própria Câmara. Eles transmitem todo o acampamento pela internet, através do Twitter.

A comida dos estudantes é feita por eles mesmos, mas também é enviado por pessoas de fora do acampamento. Na Câmara, os manifestantes têm o suporte dos sete vereadores de oposição, que oferecem a estrutura dos gabinetes, como o fornecimento de água.

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