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“Estou em fase de reflexão”, afirma Patrus sobre disputa em Minas

Camila Tuchlinski

14 de junho de 2010 | 16h46

Por Malu Delgado

Segundo relatos de aliados, o ex-ministro Patrus Ananias (Desenvolvimento Social) cogitou a possibilidade de não participar da convenção nacional do PT que oficializou a candidatura de Dilma Rousseff à Presidência. Abatido com a disputa em Minas e pressionado pela cúpula nacional do PT a aceitar a vaga de vice na coligação com Hélio Costa (PMDB), Patrus evitou a imprensa no evento.

“Eu estou em fase de reflexão. Estou pensando”, disse ao Estado, quando indagado sobre a situação do palanque mineiro. “O que eu queria era ser candidato a governador”, desabafou. Patrus perdeu nas prévias do PT de Minas para o ex-prefeito Fernando Pimentel, que será candidato ao Senado na coligação com o PMDB.

Único ministro do governo Lula citado por Dilma Rousseff em seu discurso já como candidata do PT, Patrus está encurralado entre a vontade do comando petista, que o quer na chapa mineira para obrigar a militância a se engajar na campanha no Estado que é o segundo maior colégio eleitoral do país, e os apelos dos correligionários no Estado, que o jogam para a disputa a deputado federal.

Com boa capilaridade eleitoral e uma espécie de ícone da honestidade entre os mineiros – pecha rara na política -, Patrus já havia declarado na semana passada que gostaria de se dedicar à militância, aos contatos com movimentos sociais.
Numa breve conversa com a reportagem, disse não ter uma relação exclusiva com a política. “Eu gostaria de me dedicar a estudos sobre políticas públicas”, contou o ex-ministro que coordenou o principal programa social do governo Lula, o Bolsa Família.

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