Polêmica sobre Farc opõe Temer e Indio no debate promovido pelo ‘Estado’
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Polêmica sobre Farc opõe Temer e Indio no debate promovido pelo ‘Estado’

Bruno Siffredi

17 de agosto de 2010 | 09h14

Rodrigo Alvares e José Orenstein

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 Michel Temer (PMDB), Índio da Costa (DEM) e Guilherme Leal (PV) que disputam a Vice-Presidência do Brasil, se encontraram nesta terça, às 10 horas na sede do Grupo Estado para debate, transmitido ao vivo pela TV Estadão na internet.

Assista ao Debate:

Debates Estadão: Candidatos a Vice-Presidente (1)

Debates Estadão: Candidatos a Vice-Presidente (2)

Debates Estadão: Candidatos a Vice-Presidente (3)

Debates Estadão: Candidatos a Vice-Presidente (4)

Debates Estadão: Candidatos a Vice-Presidente (5)

Debates Estadão: Candidatos a Vice-Presidente (6)

Debates Estadão: Candidatos a Vice-Presidente (7)

Respondendo a perguntas de leitores, internautas e jornalistas, os candidatos que compõem as chapas dos três presidenciáveis mais bem colocados nas pesquisas de intenção de voto debateram por cerca de duas horas. Indio teve postura mais agressiva, questionando o governo Lula e as posições de Dilma. Ele comentou novamente a ligação do PT com as Farc, reacendendo a polêmica do ínicio da campanha.

Leia abaixo os momentos mais marcantes do debate, acompanhado ao vivo pelo blog Radar Político.

11h52 – “As coisas não estão tão bem assim como se vende”, afirma Indio. “Há problemas na educaçãoe, o emprego tá difícil”. Ele comenta os problemas de infraestrutura. Volta a falar da guerra contra o tráfico, “que deve ser levada para as fronteiras”. Ele finaliza agradecendo e dizendo que é preciso avançar no que está certo, mas sem se esquecer de problemas que existem.

11h49 – “Eu poderia prometer o metrô, o trem, mas isso não cabe no tamanho do governo. Se não fica que nem o PAC, empacado”, alfineta Indio, em suas considerações finais. “A minha especialidade, assim com a do Serra é transformar sonhos em realidade, mas com os pés no chão”. Indio afirma : “Minha função, se o Serra for eleito, será estar ao lado das pessoas ouvindo os problemas, com minha experiência política e humana”

11h48 – “Um Estado a ser reformado, um Estado a ser mobilizado, um Estado a ser transformado a partir das reformas básicas”, comenta Leal, em suas considerações finais.

11h45 – Guilherme Leal enaltece biografia de Marina Silva, assim como Lula de “origem humilde” e que passou pelas ” poucas frestas que o Brasil dá”. “Melhoramos, sim, mas não temos educação de qualidade de para todas as pessoas”, diz Leal, lembrando os 50 anos em 5 de Juscelino como um momento em que todos se concentraram em torno do desenvolvimento. “Precisamos de um Estado mobilizador e de um jeito novo de fazer política” 

11h43 – Temer diz que foi consenso no debate que o governo avançou, mas que problemas existem: “Tem muito Brasil pela frente”. “A Dilma está preparada para fazer o Brasil continuar mudando”. Ele agradece ao Grupo Estado e aos outros dois debatedores.

11h40 – Temer faz suas considerações finais. “Aprendi a admira-la. É uma pessoa extremamente determinada e aplicada. Ela participou nos últimos sete anos do governo Lula. Ela tem uma visão do Brasil extraordinária, e foi o braço direito do governo”, comenta o vice sobre Dilma.

11h38 – “Isto cheira a promessa eleitoreira”, diz Leal sobre o projeto do trem-bala. Ele diz que falta uma visão estratégica, de “estadista” para resolver os problemas de infraestrutura física e para investir em capital humano.

11h36 – Leal: “O trem-bala é uma ideia muito bonita e está no imaginário do Brasil hpa muitos anos, mas há outra prioridades” Ele comenta os “gaps” de infraestrutura nos aeroportos, portos e estradas devido à conta de crescimento do País nos últimos anos.

11h34 – Temer responde Indio dizendo que “Estamos pensando com mais grandiosidade”. Ele diz que não são excludentes os projetos do trem-bala e o de ampliação das malhas metroviárias nas regiões metroplitanas das grandes cidades no Brasil

11h32 –  Indio comenta que a única maneira viável de se fazer o trem-bala é se ele tivesse uso “full”, com todas cadeiras ocupadas o tempo todo. “Deixamos de investir no transporte básico por conta de um transporte que pouco se usará no País”, afirma.

11h29 – Em resposta a pergunta de internauta sobre o trem-bala, Indio comenta: “Não é simples equacionar o problema de transportes nas regiões metropolitanas. E quanto mais se constrói mais caro fica, com as desapropriações. Qualquer cidade com mais de 500 mil habitantes deve projetos de mobilidade sobre trilhos”

11h27 –  “No tocante à chamada corrupção, é preciso recorrer à História do Brasil”, diz Temer que começa a contar sobre o causo do ‘Santo do Pau Oco’. Menciona discurso de Rui Barbosa na República e diz que a “corrupção é endêmica no País”. Em seguida afirma que houve evolução no combate a esse problema, com papel importante da imprensa como fiscalizadora

11h23 – “O governo acabou com as agências. A preocupação com os usuários não existe”, afirma Indio, que questiona o aparelhamento de órgãos governamentais. Em seguida alfineta Temer: “Cervejinha não é cocaína, muito menos crack, meu dileto amigo Temer. Eu teria muita vergonha em convidar o Comando Vermelho a se tornar um partido político”, referindo-se a sugestão de Lula para que as Farc se tornassem partido político.

11h22 – “Há uma enorme diferença entre o mensalão do DEM e do PT. O Arruda foi expulso, diferente do PT. Você vai na campanha da Dilma e o Dirceu está lá. O mensalão se transformou na ocupação de cargos”, diz Índio da Costa.

11h18 – Leal responde a questão de internauta sobre combate à corrupção. “Vamos fazer alianças programáticas e não pragmáticas”.  Em seguida comenta: “É preciso uma nova maneira de governar. Perguntam como um partido pequeno vai governar sem repetir os mensalões. A nossa resposta é vamos convidar as melhores lideranças deste País para mudar essa políticas”

11h17 – Indio fala sobre o aparelhamento do DNIT: “Eu fiquei de cabelo em pé com os cartões corporativos. No caso do DNIT, vão cair os cabelos”. “No nosso governo não vai ter distribuição política de cargos como houve neste governo”.

11h14 –  Indio: “Esse modelo que aí está foi montado anos atrás pelo governo de Fernando Henrique Cardoso.” Ele defende a manutenção da política econômica.  “É óbvio que o BC deve ter independência. Mas que independência é essa?”, questiona Índio. Ele fala da necessidade de despolitzação dos órgãos e agências do governo.

11h11 – Guilherme Leal: “Há, sim, uma necessidade de queda dos juros. Ele vêm caindo, mas não suficiente. E isso só é possível com melhor administração de gastos.” Ele salienta a necessidade de um Estado eficiente com menos desperdícios. Sobre o Banco Central, diz que não é preciso mexer.  Ele insiste na melhor administração do Estado. “A questão do loteamento da máquina pública é um problema sério”.

11h09 – O jornalista Luiz Fernando Rila questiona os candidatos sobre a política econômica e monetária. Temer diz que é preciso manter cuidado com o controle de juros. Temer defende que é preciso manter a autonomia real do Banco Central, e não formal. “A lei estabelece que o presidente tenha pouca influência sobre o Banco Central”, diz Temer

11h07 – Indio gesticula quando Leal fala que a criação de um Ministério da Segurança Pública é “um puxadinho”, de acordo com Marina Silva

11h05 – Guilherme Leal diz que não quer entrar na polêmica aberta pelo “nosso aguerrido deputado Indio da Costa, com seu arco e flecha”, para risadas da plateia. Leal comenta que devem haver ligações entre narcotráfico e determinados políticos, porque o narcotráfico é um negócio muito poderoso.

11h03 – Temer rebate Indio. “Relacionar a Dilma com o narcotráfico é uma coisa grave. Não me parece que isso seja fato.” E insiste: “Não relação nenhuma do governo brasileiro e as FARC, nem entre Dilma e o narcotráfico”

11h02 – “A Dilma tem que se explicar”, insiste Índio. “Pediu direito de resposta na Veja e nada. A questão é: o PT tem ligação com as Farc, que têm ligação com o narcotráfico”.

11h00 – “Se as Farc me chamarem para uma reunião, eu levo a Polícia Federal e prendo. As Farc não são um movimento social”, afirma Índio. “As drogas são o maior problema de segurança pública e de saúde no País”. Indio falou a relação do PT, via Foro de São Paulo, com as FARC.

10h58 – “Não reconheço o MST como movimento social. Até agora, a Dilma não respondeu sobre a ligação do PT com o narcotráfico”, diz Índio.

10h56 –  Temer se diz favorável a união civil homossexual, e não faz objeções à pesquisa com células-tronco. Em seguida, no tempo restante de sua fala, responde a Indio sobre a questão agrária : “A Dilma não se opõe ao MST, desde que ele aja dentro da lei”.

10h55- Temer: “Acho que temos um consenso aqui sobre a questão do aborto. E não tenho rejeição nenhuma à ideia do plebiscito”.

10h53 – Indio em seguida condena os “bondes” nos bailes funks do Rio. “A menina sai de lá grávida e não sabe quem é o pai”. Sobre as pesquisas com células-tronco diz: “Sou favorável a todas as pesquisas que possam melhorar a vida na Terra.”

10h50 – “Sou a favor da união civil entre homossexuais por uma questão humana”, diz Indio. “Sou a favor da lei do aborto como ela é hoje. Aborto não pode ser método contraceptivo. O que o Brasil tem de fazer é investir em educação sexual”, afirma Indio.

10h49 –  Quanto à união civil homossexual, ele lembra que Marina é favorável assim como é favorável ao desenvolvimento de pesquisas com células-tronco adultas.

10h48 – Guilherme Leal replica as posições de Marina. Contrária ao aborto – dentro dos limites legais atuais e a favor da submissão do assunto a um plebiscito.

10h46 – O jornalista Roldão Arruda questiona candidatos sobre temas ásperos: posição quanto à legalização do aborto, a união civil de homossexuais e pesquisa com células tronco.

10h44 –  O candidato do DEM comenta relação com a mídia. “O que se quer não é um controle social da mídia, é um controle estatal”, diz Índio. “Esse governo foi frouxo com as invasões de terra.  Assim como foi frouxo com o controle da entrada drogas. E eu discordo que os movimentos sociais estejam pacificados”

10h43 – Indio refuta as declarações de Temer sobre a posição da sua chapa diante da questão agrária. “Dilma usou o boné do MST”, diz.

10h42 –  Sempre que Leal e Temer começam a falar, Indio faz anotações

10h39 –  Guilherme Leal reforça a posição de Marina de que os movimentos sociais devem agir dentro da lei.  “O Brasil pode ser um modelo para este mundo que demanda mais e mais recursos naturais. O agronegócio tem uma grande oportunidade de integrar o social, ambiental e o ecnômico”.

10h38 – Temer: “O presidente Lula conseguiu pacificar os movimentos sociais. O trânsito já não para mais em Brasília. Vamos para a eleições com todos os setores sociais tranquilizados”

10h37 –  A jornalista Malu Delgado faz pergunta sobre a questão agrária e invasão de terras no Brasil pelo MST, referindo-se a declarção de Stédile  sobre o aumento de invasões. Temer é o primeiro responder.  “O que está fora da Lei não será tolerado pela nossa coligação”, diz. “Aquilo que está fora do sistema legal não será tolerado”, insiste.

10h36 –  Nos bastidores, a assessoria de Índio da Costa confirmou que o candidato fechou sua próxima agenda de viagens pelo País. Depois de voltar ao Rio e visitar as cidades de Paraty e Búzios, deve ir para Santa Catarina e Paraíba

10h34 – Leal diz que o que lhe entusiasma a entrar na política institucional e não apenas na vida pública é a oportunidade de desenvolvimento do Brasil neste momento

10h32 – “Acreditando que a empresa é um agente de transformação social que nós tiramos uma empresa de um fundo de quintal e criamos uma emrpesa que reúne um milhão de pessoas. Essas são minhas credenciais”, diz Leal. Ele comenta em seguida sua entrada na vida social e seu envolvimento em causas como o ambientalismo e a promoção da educação.  

10h29 – Guilherme Leal, candidato a vice de Marina e sócio da Natura: “Estou numa posição nova. E todos perguntam o que eu estou fazendo aqui. Mais do que um empresário sou um empreendedor. ”

10h27 – Temer relembra, assim como Indio, sua trajetória. Comenta seu início como tesoureiro do centro acadêmico da faculdade de Direito em São Paulo. “Tenho muito agrado pela vida pública que tive”.

10h25 –  Michel Temer agradece à presença dos debatedores. Ele lembra que o papel do vice é substituir o presidente na sua ausência. “A Constituição lembra que o vice deve ter discrição, mas não omissão. O que se quer de um vice é que ele possa colaborar com o governo”.

10h23 – “Eu tenho muita honra de estar na chapa do Serra. É o homem mais preparado para administrar o País”, diz Indio. Ele salienta que não há dúvida de que há avanços no  atual governo, mas “não é essa maravilha toda”.

10h21 – Indio menciona sua experiência na Câmara como deputado. Ele ataca Dilma Rousseff, citada no caso dos cartões coroporativos. Indio destaca sua paricipação como relator da Lei da Ficha Limpa. “Eu já tava muito cansado de fazer política tendo que sentar ao lado de pessoas que não sabiam porque estavam lá”.

10h19 – Indio da Costa, do DEM, responde primeiramente a sugestão de pergunta sobre o papel do vice-presidente. Ele saúda a todos e relembra sua trajetória  política na administração da cidade do Rio de Janeiro.

10h17 – Os debatedores terão cinco minutos para apresentações inciais. Em seguida responderão a perguntas dos internautas e jornalistas.

10h16 – A mediação fica a cargo de Roberto Godoy, jornalista de O Estado de S. Paulo

10h14 – Começa o debate entre os candidatos a vice-presidente da República, Michel Temer, Índio da Costa e Guilherme Leal

10h13 – Os candidatos fazem teste de som. Índio lembra que trabalhou com áudio e comenta a leve microfonia.

10h05 – O auditório do Grupo Estado está sendo ocupado pelos espectadores do debate. Temer, Índio e Leal já estão sentados no palco onde acontece o primeiro encontro entre os candidatos à Vice-Presidência.

10h01 – Índio da Costa chegou à sede do Grupo Estado. O debate começará em breve.

9h57– Enquanto aguardam a chegada de Índio, Leal e Temer conversam com jornalistas. Segundo a assessoria do candidato do DEM, ele está preso no trânsito.

9h52 – O empresário Guilherme Leal, candidato a vice-presidente com Marina Silva, do PV, também já chegou ao Grupo Estado para o debate. Falta apenas Índio da Costa, do DEM, vice de Serra.

9h32 – O candidato a vice-presidente pela chapa da situação, Michel Temer (PMDB), acaba de chegar à sede do Grupo Estado. Ele é o primeiro dos três debatedores a comparecer.

Antonio Índio da Costa (DEM), Guilherme Leal (PV) e Michel Temer (PMDB), que almejam a Vice-Presidência do Brasil, têm encontro marcado hoje, às 10 horas, no Grupo Estado. Os três políticos participarão de um debate que será transmitido ao vivo pela TV Estadão.

Atual presidente da Câmara, Temer é o candidato a vice de Dilma Rousseff (PT). O deputado federal Índio da Costa (DEM-RJ) compõe a chapa do tucano José Serra. O empresário Guilherme Leal, um dos proprietários da empresa de cosméticos Natura, é o parceiro de Marina Silva (PV). Eles se envolveram em polêmicas logo no início da campanha eleitoral.   No Estado serão sabatinados por diversos jornalistas do grupo. Leitores e internautas poderão enviar perguntas.

O encontro será mediado pelo jornalista Roberto Godoy. A Rádio Eldorado também trará flashes para os ouvintes e os principais momentos do debate serão publicados da edição do Estado de amanhã.

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