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Andrea Matarazzo (PSDB) quer ‘modernizar’ leis de São Paulo

Lilian Venturini

15 de outubro de 2012 | 08h50

O Estado de S.Paulo

O vereador eleito Andrea Matarazzo (PSDB) disse à TV Estadão nesta segunda-feira, 15, ter planos para “modernizar as leis de São Paulo” e acreditar que sua experiência em cargos executivos da Prefeitura o ajudarão a fazer um bom mandato na Câmara dos Vereadores a partir de 2013.

O tucano, que será um dos 55 vereadores que integrarão o legislativo municipal pelos próximos quatro anos, citou a legislação fundiária da cidade como uma de suas prioridades no projeto de modernização legislativa. Para ele, essas leis impedem o desenvolvimento de algumas áreas de São Paulo, principalmente aquelas localizadas nos extremos da cidade. Outro exemplo dado pelo ex-secretário de Cultura do Estado foi a regulação das calçadas.

A Cracolândia também foi assunto para o vereador eleito, que defendeu a polêmica ação de ocupação da polícia na região. Ele disse que a operação foi injustamente criticada. “A função da polícia é tirar o traficante e coibir o tráfico de drogas na cidade. A questão dos viciados é uma questão de saúde”, disse o tucano.

Ainda sobre a região central, Matarazzo disse que o projeto fundamental para a revitalização do centro é urbanístico. Segundo ele, a proposta original era a desapropriação ou a compra de 12 quarteirões para reformar a área, usando como âncora para atrair negócios a rua Santa Ifigênia. “Onde se patina sempre, mas avançou-se também, é nessa questão dos dependentes químicos. O governo deve tratar os dependentes como se fossem seus próprios filhos”, completou.

Trânsito. As perguntas enviadas pelos internautas questionavam o vereador eleito sobre suas propostas para melhorar a mobilidade urbana da cidade. Para ele, é possível tomar medidas que não passam pelo legislativo. “Você pode melhorar outras coisas antes de cercear o uso do automóvel”, disse ele, opondo-se ao pedágio urbano e citando a implementação de semáforos inteligentes, mais zonas de estacionamentos e corredores de ônibus como “alterativas que sem dúvida nenhuma simplificariam o trânsito da cidade”.

Matarazzo, que se disse motociclista, também defendeu a modernização das leis relativas às motos e disse que tais medidas devem se estender às bicicletas. “Acho que é necessária uma legislação bem feita, porque não fazer é uma omissão”, disse. “Você precisa regulamentar e dar segurança. A Câmara tem medo de legislar. Falar qualquer coisa que significa regular a bicicleta soa como oposição. Defendo uma legislação que defenda o motociclista e para a bicicleta é preciso a mesma coisa. Por exemplo, por que para a bicicleta não é obrigatório o capacete?”, questionou.

O tucano, por fim, afirmou que sua experiência no governo vai ajudá-lo nos próximos quatro anos. “Acredito que fui eleito em função do trabalho que fiz na cidade. Sempre trabalhei muito onde é necessário. A periferia precisa de grandes investimentos. O centro precisa é de manutenção”, disse, declarado ainda que é difícil resolver os problemas da cidade em apenas um mandato, mas avaliando também que “em quatro anos, dá para dar passos muito importantes”.

Primeiro mandato. Matarazzo, que  está entre os s “novatos” da Câmara, foi o segundo candidato mais votado – recebeu 117.617 votos. Antes de entrar na disputa eleitoral, o tucano era secretário de Cultura do Estado e foi um um dos pré-candidatos do partido à Prefeitura de São Paulo, mas retirou seu nome para apoiar o atual candidato José Serra (PSDB). Ele  também foi  secretário de Coordenação de Subprefeituras (2007-2009), subprefeito da Sé (2005-2007) e secretário municipal de Serviços (2005-2006). No governo do presidente Fernando Henrique Cardoso, chefiou a Secretaria de Comunicação (1999-2001).

Além de acompanhar a entrevista pela TV Estadão, você pode enviar sugestões de perguntas pelo Twitter, usando a hastag #Matarazzo, pelo Facebook ou ainda pelo email eleicoes2012@estadao.com. Nesta terça-feira, 16, o convidado será o vereador Conte Lopes (PTB). Na sequência, serão entrevistados Nabil Bonduki (PT), na quarta, 17, e Jair Tatto (PT), na quinta, 18.

Acompanhe abaixo os principais momentos da entrevista:

14h36 – “Sorte vou precisar mesmo. E de muito trabalho também”, finaliza Andrea Matarazzo (PSDB).

14h34 – Sobre seus projetos para a cultura, Matarazzo afirma que a produção cultural deve ser estimulada na periferia da cidade. “A cultura é a única coisa que compete com o tráfico e ganha. É fundamental na vida do jovem para dar uma perspectiva para ele”, diz o vereador.

14h32 – “Fazer a campanha pela cidade toda é muito pior do que se imagina. Às vezes dá vergonha dizer que é candidato. A classe política cavou essa imagem, e todos nós pagamos o preço. Mas vai resgatar [o prestígio] no dia que mostrar serviço. É mostrar aos outros que você fazer, ser honesto e parecer honesto, trabalhar e parecer que trabalha. É o resultado que vai devolver a credibilidade”, afirma.

14h31 – Sobre sua ação na Câmara, ele diz ter convivido bem com os demais vereadores. “Meu vínculo, minha obrigação é com a sociedade. Espero que o Parlamento veja isso e o Executivo também”, afirma.

14h30 – “Eu fiquei cinco anos na Prefeitura e fiz coisas que ficaram, que são permanentes. Você encaminha alguns problemas, e outros você faz algo efetivamente”, diz o vereador eleito. “Em quatro anos, você pode dar passos muito importantes”, completa.

14h28 – Ainda sobre a Cracolândia, Matarazzo diz que o projeto fundamental é urbanístico, cuja proposta original era a desapropriação ou compra de 12 quarteirões para revitalizar a região usando como âncora a rua Santa Ifigênia. “Onde se patina sempre, mas avançou-se também, é nessa questão dos dependentes químicos”, diz o tucano. Antes, havia dito que “o governo deve tratar os dependentes como se fossem seus próprios filhos”.

14h27 – O que o paulistano pode esperar de você como vereador?”, questiona Beth Lopes. “Alguém que vai lutar muito pela cidade de São Paulo. Alguém que vai lutar por alguns pontos polêmicos, como os dependentes químicos”. Sobre a ação da Prefeitura na Cracolândia, diz que foi injustamente criticada. “A função da polícia é tirar o traficante e coibir o tráfico de drogas na cidade. A questão dos viciados é uma questão de saúde”, conclui.

14h24 – “Você precisa regulamentar e dar segurança”, afirma o tucano. “A Câmara tem medo de legislar. Falar qualquer coisa que significa regular a bicicleta soa como oposição. Defendo uma legislação que defenda o motociclista e para a bicicleta é preciso a mesma coisa. Por exemplo, por que para a bicicleta não é obrigatório o capacete?”, questiona.

14h22 – Sobre pedágio urbano, acredita não ser uma prioridade. “Você pode melhorar outras coisas antes de cercear o uso do automóvel”, diz, citando semáforos inteligentes, zonas de estacionamentos e corredores. “Há ainda alternativas que sem dúvida nenhuma simplificariam o trânsito da cidade”, declara.

14h21 – Os internautas perguntam sobre o trânsito. Matarazzo diz ser motociclista e afirma que São Paulo é uma cidade liberal como nenhuma outra em relação aos motociclistas. “Acho que é necessária uma legislação bem feita, porque não fazer é uma omissão”, diz ele.

14h20 – “Das coisas boas que vi, os 12 mil quilômetros que andei, o nome Matarazzo é associado a coragem e a trabalho”, diz ele. Matarazzo nega que seu nome esteja ligado às elites paulistanas dizendo que é recebido muito bem pelas pessoas. “As pessoas estão preocupadas com o que você tem na cabeça e o que tem no coração.”

14h17 – Matarazzo afirma que os paulistanos são “gente guerreira”. “O forte de São Paulo é seu povo”, diz. Para ele, o paulistano tem um espírito empreendedor. Como ponto fraco, novamente cita a legislação fundiária, principalmente nos extremos da cidade, que não permite o desenvolvimento de certas áreas.

14h16 – Beth pergunta sobre as críticas à gestão de Kassab. “Fiquei cinco anos na Prefeitura e vi que você nunca vai agradar todos. Na infraestrutura de saúde e educação, acho que a cidade avançou bastante”, diz Matarazzo.

14h14 – “O senhor tem projetos para todas as áreas?”, pergunta Zanchetta. “Acredito que fui eleito em função do trabalho que fiz na cidade. Sempre trabalhei muito onde é necessário. A periferia precisa de grandes investimentos. O centro precisa é de manutenção”, aponta o tucano.

14h13 – Sobre os principais desafios do legislativo, Matarazzo novamente cita a modernização da legislação. Como exemplo, dá o regulamento das calçadas. “O legislativo precisa trabalhar para a reformulação completa dessa legislação”, afirma o vereador.

14h12 – Se Haddad for o prefeito, Matarazzo afirma que pode atuar como uma voz de liderança da oposição, mas somente se acreditar que haja projetos que não sejam benéficos à cidade.

14h10 – A próxima pergunta é sobre o segundo turno, como seria o trabalho dele em ambos os cenários – se José Serra vencer, ou se Fernando Haddad vencer. “Imagino que o prefeito será José Serra. Serra sabe formular e implementar, definir prioridades”, diz Matarazzo.

14h09 – “O eleitor espera de mim que eu trabalhe para São Paulo. E eu farei tudo o que for possível”, afirma o vereador. “Acho que meu papel é, hoje, implementar essas coisas que vi do outro lado da mesa”, afirma Matarazzo.

14h07 – A primeira pergunta é sobre a propostas que Matarazzo pretende apresentar vereador. Ele diz que quer aplicar sua experiência em outros cargos como vereador de São Paulo. Ele afirma querer modernizar as leis da cidade, como a legislação fundiária.

14h – O vereador eleito Andrea Matarazzo já está pronto para a entrevista. Participam da conversa Beth Lopes, da Agência Estado, e Diego Zanchetta, de O Estado de S. Paulo.

 

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