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Ação na cracolândia foi prática nazista, diz Anaí Caproni (PCO)

luizamonteiro

23 de agosto de 2012 | 07h13

de O Estado de S. Paulo

A candidata do PCO à Prefeitura de São Paulo, Anaí Caproni, classificou nesta quinta-feira, 23, como nazista a ação patrocinada pela administração na cracolândia, no começo deste ano. Em entrevista ao Estado, para a série Entrevistas Estadão, Caproni criticou o prefeito Gilberto Kassab por ter usado a violência para “espantar a pobreza”.

“Eu acho um absurso o que aconteceu na cracolãncia. A administração atual está de olho em modernizar a região para a especulação imobiliária. Foi uma política meio nazista de espantar a pobreza para liberar a área”, avaliou a candidata.

Ainda em críticas a Kassab, ela acusou o atual prefeito de ter usado recursos públicos para subsidiar a fundação de seu partido, o PSD. Segundo ela, o dinheiro usado para fundar partidos – dentre os quais incluiu o de Kassab – poderiam ser empregados na construção de creches.

“Se a verba vai para fundar partidos, para atender interesses contrários à população, para onde foi essa verba que num dá para construir creches?”, atacou Caproni.

Anaí Caproni é dirigente do PCO desde o começo dos anos 90 e é integrante da direção da Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios. Anaí atua na liderança da oposição sindical em São Paulo e já fez parte do Movimento de Oposição Metalúrgica de São Paulo nos anos 80.

Em continuidade à série Entrevistas Estadão, o Grupo Estado recebeu Anaí Caproni, a sexta a  participar do ciclo de entrevistas.  A candidata concedeu entrevista aos jornalistas do Estado Flávia D’Angelo, Iuri Pitta e Elizabeth Lopes.

Na próxima0 sexta-feira, 24, será entrevistado o candidato José Maria Eymael (PSDC). O internauta poderá acompanhar pela TV Estadão no portal estadão.com.br.

O internauta também pode participar do encontro. Basta enviar perguntas para o Twitter do Estadão com a hashtag #AnaiCaproni ou para a página de Política do  Facebook.

A série Entrevistas Estadão já teve a participação dos candidatos Miguel Manso (PPL),  Ana Luiza (PSTU),  Paulinho da Força (PDT), Carlos Giannazi (PSOL), Levy Fidelix (PRTB).  Na segunda, 27, Gabriel Chalita (PMDB) e na terça, 28, Soninha Francine (PPS).

Acompanhe a entrevista em tempo real:

15h45: Como primeira medida a ser tomada, se eleita, Anaí Caproni prometeu convocar conselhos populares para discutir os problemas da cidade.  “Chamaria representantes de funcionários públicos para ajudar num plano para reorganizar os projetos públicos”.

15h43: Questionada sobre as ações realizadas pela administração atual na cracolândia, Anaí Caproni julgou “se tratar de práticas nazistas para espantar a pobreza”.

15h37: Caproni disse que não confia no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). “Não confio no TSE. Ninguém confia”. Questionada sobre o que achava do julgamento do mensalão, a candidata avalia que o mesmo deveria ser feito com escândalos envolvendo  o PSDB. O mensalão, para ela, é utilizado para que a imprensa ataque o PT.

15h33: A candidata acusou o prefeito Gilberto Kassab de usar recursos públicos para fundar o PSD. “Se a verba vai para fundar partidos, para atender interesses contrários à população, para onde foi essa verba que num dá para construir creches?”, atacou Caproni. De acordo com a candidata, outros partidos também foram fundados subsidiados por verba pública.

 15h27: A principal política pública que pregará Anaí Caproni, se eleita,  será o fim das privatizações. “O miolo é acabar com o monopólio das empresas. Por isso temos que acabar com as privatizações”.

 15h20: Caproni criticou os convênios da Prefeitura com o governo do Estado nas obras de metrô. Segundo ela, não há parcerias para se construir metrô. “Existe uma parceria para não construir metrôs. É um escoador de verba publica”, disse a candidata. A dirigente do PCO afirmou também que os recursos são desviados em função do interesse do empresariado.

15h13: A candidata do PCO à Prefeitura de SP, Anaí Caproni, disse que solução para os problemas de trânsito na capital é a construção de metrôs. “A rede não é extensa o suficiente para garantir o tranposrte na cidade. Atualmente não tem qualidade. Não se constroem estações. A população aumenta e se condensa nas poucas que existem”, apontou Caproni.

 

 

 

 

 

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