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Erenice Guerra depõe por cerca de três horas na PF e não fala com a imprensa

Bruno Siffredi

25 de outubro de 2010 | 13h41

Vannildo Mendes, de Brasília

Depois de aproximadamente três horas de depoimento ao delegado Roberval Vicalvi, a ex-ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, deixou há pouco a Polícia Federal, sem falar com a imprensa. Erenice foi chamada para explicar denúncias de tráfico de influência na Casa Civil, comandada por seus filhos Israel e Saulo e outros familiares.

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O envolvimento do filho de Erenice, Israel, em alta desde o início de setembro, incluía a cobrança por sua empresa, a Capital Assessoria e Consultoria, de uma “taxa de sucesso” para atender a empresas interessadas em contratos públicos. Um deles, alvo de denúncia do empresário Fábio Bacarat, rendeu a Israel pagamentos mensais de R$ 25 mil. Em outro, ele teria ganho R$ 5 milhões para ajudar a empresa aérea MTA a obter contratos e encomendas dos Correios.

Desde seu início, o episódio marcou a campanha de Dilma, que chegou até a levar reprimendas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva por estar sendo muito boazinha com a ex-ministra. Depois de dizer-se solidária com ela, e exigir provas, acabou afirmando que “as pessoas erram e Erenice errou”. Ao Jornal Nacional, da TV Globo, ela afirmou em entrevista na semana passada, em sua defesa, que “ninguém controla um governo inteiro”.

Quanto a Erenice, por enquanto sofreu uma multa do Tribunal Superior Eleitoral por ter usado o site da Presidência para se defender e ironizar José Serra por uma candidatura “aética e já derrotada”. Foi punida também pela Comissão de Ética da Presidência, por não ter informado, ao assumir a Casa Civil, os parentes que tinha empregados no serviço público.

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