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Equipe de Serra dá como certa formação de chapa única de vereadores e vai dividir vagas com partidos aliados

Redação

20 de junho de 2012 | 23h59

Bruno Boghossian, do estadão.com.br, e Julia Duailibi, de O Estado de S. Paulo

A coordenação da campanha de José Serra (PSDB) na disputa pela Prefeitura de São Paulo dá como certa a formação de uma chapa única de vereadores entre o PSDB e os partidos aliados – especificamente o PSD, o DEM e o PR. Apesar da resistência de setores tucanos, a equipe da candidatura dá a questão como “resolvida” e vai definir já nesta quinta-feira, 21, a divisão do número de vagas entre os partidos aliados.

Ao ceder espaço na chapa de vereadores às outras siglas, um grupo cada vez maior de tucanos defende que o cargo de vice-prefeito fique com o próprio PSDB. O argumento é o de que o PSD do prefeito Gilberto Kassab, um dos principais aliados de Serra, já deve ser contemplado com uma boa fatia das vagas entre os 110 candidatos a vereador que cada coligação pode lançar.

Parte dos tucanos rejeita a formação de uma coligação ampla, especialmente com o PSD, sob a justificativa de que a sigla perderá espaço na Câmara Municipal se tiver que dividir o número de candidaturas com outras legendas.

Nesse tipo de aliança, o número de eleitos por chapa é calculado a partir da soma de votos recebidos pelas legendas que a integram. Os partidos que declararam apoio a Serra acreditam que se beneficiariam dos votos recebidos pelo PSDB. Grupos tucanos afirmam que as siglas pegarão “carona” em seus votos – especialmente o PSD, um partido que nunca disputou uma eleição.

Os opositores da tese da chapa única devem protestar contra a coligação em uma reunião de seu diretório municipal, marcada para a noite desta quinta-feira, 21. Os serristas afirmam que já existe um entendimento e que a questão sequer deve ser colocada em votação. Até o governador Geraldo Alckmin precisou entrar no circuito para convencer parte dos tucanos de que a chapa única de vereadores era necessária para contemplar os partidos aliados.

Na convenção do partido no domingo, 24, a equipe da campanha de Serra pretende levar a votação um “pacote” único de coligações. Com isso, os integrantes do PSDB deverão aprovar ou rejeitar, em uma única cédula, a candidatura de Serra, a aliança na disputa para a Prefeitura (PSDB-PSD-DEM-PV-PR) e a formação de uma chapa única com PSD, DEM e PR na eleição para vereador. Dessa maneira, resceria a pressão para que a coligação seja aprovada – se os participantes da convenção votarem contra, a própria candidatura de Serra também será rejeitada.

 

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