Paulinho põe pressão no PT e ameaça lançar candidato próprio
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Paulinho põe pressão no PT e ameaça lançar candidato próprio

Camila Tuchlinski

01 de junho de 2010 | 11h34

Por Roberto Almeida

Com a indefinição da vaga de vice na chapa petista para o governo de São Paulo, o deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (PDT-SP), colocou nesta terça-feira, 1º, ainda mais pressão pela aprovação do nome do deputado estadual Major Olímpio (PDT-SP) para concorrer ao lado de Aloizio Mercadante.

Paulinho disse que o PT “tenta desqualificar” os candidatos que o PDT apresenta para a composição e que “se encher o saco” vai lançar um candidato a governador. “Ele (o suposto candidato) vai falar vota no 12, vota no 12 (número da legenda do PDT), e isso vai me dar 400 mil votos a mais e eu elejo mais dois deputados federais”, justificou.

Para o pedetista, Major Olímpio daria uma contribuição para o Estado na área de segurança, já que foi capitão da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota). “Ele é um cientista, tem toda a preparação. Se esse (segurança) é o problema de São Paulo nós queremos colocar um major lá”, afirmou.

Evento no Pacaembu

Presente à assembleia da Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat) na manhã desta terça-feira no Estádio do Pacaembu, em São Paulo,  o presidente da Força Sindical, o deputado federal Paulinho Pereira (PDT), o custo das centrais para o evento de hoje foi de R$ 800 mil. O aluguel do Estádio do Pacaembu e a utilização da CET ficaram estimados, respectivamente, em R$ 135 mil e R$ 35 mil.

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Foto: Epitácio Pessoa/AE

A previsão é de que 600 ônibus cheguem à região para o encontro. O evento, que espera 30 mil pessoas, é uma remissão a 1981, quando o Conclat foi realizado pela primeira vez em torno de campanhas salariais e da redemocratização do País.

Paulinho também afirmou que “hoje eu vou dar uma amansada” em relação às críticas feitas ao pré-candidato tucano à Presidência da República José Serra. Ontem, o deputado afirmou que “porque se a gente não falar fica aí esse sujeito tentando ganhar a eleição.” Entretanto, Paulinho disse: “A língua vai continuar afiada porque eles têm os meios de comunicação nós temos que gastar a sola do sapato”.

Mercadante. A respeito da indicação do deputado estadual Major Olímpio (PDT) a vice na chapa de Aloizio Mercadante ao governo de São Paulo, o sindicalista salientou que “ele não está participando das reuniões dos partidos”. Segundo Paulinho, Olímpio teria sido indicado pelo partido para ser um “fato novo” para a campanha do senador petista.

Também presente ao evento, Olímpio declarou-se “entre o inserido e o omisso nesse processo”. “Quem articula é meu partido. Meu nome é forte no Estado por causa da Segurança Pública”, disse. Garantiu que terá o apoio de todas as polícias de São Paulo. O pedetista afirmou que quer concorrer ao Palácio dos Bandeirantes em 2018.

No domingo, Eduardo Suplicy declarou que, pressionado pelos caciques dos mais de dez partidos da coligação decidiu permanecer no Senado até 2015. “Me coloquei à disposição para ser o candidato a vice, mas a coligação indicou outro nome”, afirmou Suplicy, em entrevista ao Estado.

Atualizada às 17h29

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