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Em SP, programas de governo do PT e PSDB têm tom genérico

Jennifer Gonzales

06 Julho 2010 | 21h37

Por Lucas de Abreu Maia e Roberto Almeida

Os programas de governo de Geraldo Alckmin (PSDB) e Aloizio Mercadante (PT), protocolados na segunda-feira, 5, no Tribunal Regional Eleitoral paulista, apresentam apenas temas genéricos. Sob o argumento de que são apenas “diretrizes”, não há números ou metas definitivas.

O documento petista divide-se em 13 eixos, o tucano em 11. O uso de verbos pouco comprometedores, como “ampliar”, “expandir” e “modernizar” são constantes em ambos os materiais, a fim de evitar cobranças futuras.

Alckmin abre seu programa de governo detalhando sua biografia e narrando seu período à frente do governo paulista (2001-2006). Em seguida, passa a apresentar as diretrizes.

Entre elas estão: “realizar o Rodoanel Leste e Norte”, “modernizar as linhas de trens metropolitanos da CPTM”, “ampliar programas sociais de transferência de renda, como o Renda Cidadã e o Ação Jovem”, “expandir as vagas e as unidades prisionais” e “aumentar o número de Delegados de Polícia”.

O candidato petista, por sua vez, apresenta em seu programa o slogan “Mercadante vai mudar São Paulo como Lula mudou o Brasil”. O documento critica “o modelo neoliberal adotado nas últimas décadas no Estado de São Paulo, cujo esgotamento se tornou mais do que evidente”.

O documento de Mercadante tem, entre seus tópicos, “priorizar reativação do transporte ferroviário de passageiros e de cargas”, “duplicar a Rodovia dos Tamoios e ampliar o Porto de São Sebastião”, “criar conselhos regionais de desenvolvimento”, “implantar escolas de tempo integral na rede pública” e “construir Centros Olímpicos Regionais”.

Compõem os eixos condutores do programa temas como educação, segurança e transporte público – mas sem detalhamentos. As diretrizes rechaçam o modelo de desenvolvimento “do PSDB”, e afirma que a economia paulista “não vem tendo o destaque que poderia ter”.