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Em reunião, bancada do PT no Senado discute nomes e regras para composição de Mesa Diretora

Camila Tuchlinski

18 de novembro de 2010 | 16h35

Rodrigo Alvares

Em reunião que se estende pela tarde desta quinta-feira, o PT discute com sua bancada de senadores eleitos para a próxima legislatura e em final de mandato nomes para concorrer à presidência da Casa e para compor a Mesa Diretora. De acordo com o senador Paulo Paim (RS), foram aventados os nomes de Garibaldi Alves (PMDB-RN) e de Eduardo Braga (PMDB-AM) para o cargo. O senador deixou a reunião por volta das 14h para discursar no plenário.

Na pauta do encontro, os petistas também defenderam que o cargo de presidente na Câmara e no Senado seja do partido que elegeu o maior número de representantes para cada uma das Casas. “O que foi discutido é que vamos respeitar as indicações das respectivas bancadas. Cabe aos partidos cada indicação”, afirmou o parlamentar.

Apesar do embate entre PT e PMDB pela presidência, Paim afirmou que não haverá divergências quanto às escolhas do PSDB e do DEM para a 1ª e a 2º vice-presidência, respectivamente.

Também presente a parte da reunião, o senador Eduardo Suplicy (SP) disse que “não foram discutidos nomes, mas princípios”, como para a escolha do PT para a 1ª secretaria e a presidência da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). Ele também defendeu o rodízio das lideranças a cada ano e antecipou que uma nova reunião com todos os senadores presentes será realizada no 2 de dezembro.

“Cada bancada tem a responsabilidade de fazer suas indicações. Teremos a presidência na Câmara e a 1ª Secretaria no Senado”, disse o líder do partido, Aloizio Mercadante (SP). “Se houver qualquer alteração nesse quadro, queremos dialogar”, completou.

Ao contrário do que houve na Câmara, no Senado, o partido não pretende criar blocos para ter a maioria de senadores e, com isso, ter direito na disputa à presidência da Casa.. “Mas não faremos nenhum bloco maior que o PMDB, maior bancada na Casa. Será apenas para facilitar as votações nas comissões”, explicou Mercadante. “Aqui (no Senado), haverá o respeito à proporcionalidade”, afirmou.

José Eduardo Dutra manifestou a mesma opinião. Ele disse que haverá o respeito à proporcionalidade não só em relação ao PT, na Câmara, mas também em relação a outros partidos. Apesar de garantir que não haverá conflito, Dutra disse que o rodízio entre o PT e o PMDB na presidência da Câmara é uma questão ainda a ser discutida com os peemedebistas. “Existem também outros partidos da base que precisam ser consultados.”

Com informações da Agência Brasil

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