Em resposta a FHC, Dirceu diz que oposição está ‘órfã’ de projetos
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Em resposta a FHC, Dirceu diz que oposição está ‘órfã’ de projetos

Lilian Venturini

11 de julho de 2011 | 11h25

As críticas feitas pela oposição aos governos petistas são reflexos da falta de um projeto alternativo de gestão, afirmou o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, em artigo publicado pela Revista Interesse Nacional, na edição deste mês. Nome forte do governo Lula, o ex-ministro voltou a creditar ao PT a parternidade do Bolsa Família e os investimentos na área social. O texto é uma resposta ao artigo ‘O Papel da Oposição‘, escrito pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso na edição de abril da revista. A íntegra do artigo do ex-ministro será disponibilizada no site da revista.

“A acusação insustentável de que abandonamos nossa ideologia só pode partir daqueles que, hoje, encontram-se órfãos de um projeto alternativo a apresentar ao País e, por isso, sentem-se compelidos a acusar”, escreveu Dirceu. Em seu texto, o tucano definiu como “cinismo” o discurso petista, que na ocasião anunciou projetos de concessão de aeroportos, prática abertamente criticada pelo PT anos antes.

Dirceu respondeu também aos ataques de Fernando Henrique sobre o que ele chamou de “atraso do País”, ao criticar falhas de infraestrutura, creditadas por FHC à “ineficiência de agências reguladoras entregues a sindicalistas ‘antiprivatizantes’ ou a partidos clientelistas”. Com menções ao Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) e ao pré-sal, Dirceu afirma que os recentes governos foram responsáveis pela retomada de investimentos no setor. “A bem da verdade, o ex-presidente parece cobrar por suas próprias (in)ações”, considerou.

Sobre a relação do governo com os partidos aliados, o ex-ministro defendeu as alianças e qualificou as tensões existentes como práticas necessárias ao exercício da democracia. “O que há de se estranhar é a nomeação de personagens que em nada guardam relação com as funções para as quais são indicadas, algo muito frequente nos governos estaduais do PSDB em São Paulo, por exemplo.”

Dirceu elogiou a “coragem” de FHC por reconhecer as fragilidades do PSDB, ao escrever sobre a falta de estratégia política e a necessidade de definir um publico-alvo. A ideia de que o PSDB deveria desistir de tentar falar com o “povão” causou repercussão, e certo mal-estar, dentro do próprio partido. “Finalmente dá-se o braço a torcer de que foi o governo Lula e do pt que se voltou para essas camadas menos favorecidas”, afirmou Dirceu.

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