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Em MG, Stédile pede votos em ato pró-Dilma para ‘impor derrota à burguesia e ao capital’

Camila Tuchlinski

29 de outubro de 2010 | 20h19

Rodrigo Alvares, enviado especial a Belo Horizonte

Durante um ato intitulado “Caminhada contra o retrocesso” realizado no fim da tarde de hoje, no centro de Belo Horizonte (MG), o líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, João Pedro Stédile, pediu votos à candidata petista à Presidência da República, Dilma Rousseff, para “derrotar a burguesia e o capital internacional”.

Apesar dos apelos dos organizadores por um evento pacífico, uma mulher foi agredida por militantes. Ela se aproximou sozinha do carro de som e começou a apontar ao sem-terra e pedir-lhe “vergonha na cara”. Ao retornar à calçada, foi hostilizada e agredida com tapas por alguns militantes – que fugiram quando ela procurou a Polícia Militar.

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“Atrás da Dilma, nem sei se ela sabe, mas simbolicamente estão setores da burguesia brasileira que todos nós sabemos”, disse Stédile (C). Fotos: Rodrigo Alvares

Para uma platéia de cerca de 500 pessoas – segundo a PM -, Stédile afirmou que “as mesmas forças que se aliaram para dar o golpe militar conspiram ao redor do Serra para retomar o poder neste País, implantar o mesmo projeto de subordinaçãodo nosso povo aos interesses do capitalismo internacional e aos interesses de uma burguesia escrota, que tá a serviço apenas dos ricos”.

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Enquanto dezenas de militantes distribuíam panfletos e jornais que cobriam as esquinas da Praça Sete de Setembro com a avenida Afonso Pena, o sem-terra falou que “a candidatura Serra é sustentada por uma classe média conservadora, nojenta, metida a ambientalista, mas que se nega a assinar uma carteira de trabalho para a sua empregada doméstica”.

Quase ao fim do ato, mais panfletos foram atirados de prédios próximos ao local. Vários deles caíram em cima de árvores.

Contradição

Entretanto, ao falar sobre a petista, Stédile afirmou: “Atrás da Dilma, nem sei se ela sabe, mas simbolicamente estão setores da burguesia brasileira que todos nós sabemos. Alguns, nacionalistas. Outros, convertidos e alguns ainda com pecado a pagar. Mas, sobretudo, atrás da candidatura Dilma tem 96% de todas as forças populares organizadas na classe trabalhadora brasileira. No campo, não há nenhuma organização, praticamente, que não esteja apoiando a Dilma no 2º turno”.

“Temos de arregaçar as mangas e eleger a Dilma. Porque por trás desses símbolos há uma luta de classes clara, a projetos de interesse das classes trabalhadoras contra as classes dominantes e dos ricos”, declarou.

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Cerca de 500 pessoas ouviram discurso de Stédile

“Para resolver esses problemas estruturais, só há uma força política do nosso povo que conseguirá fazê-lo. Não é um partido sozinho, não é uma liderança carismática, não é um movimento social corporativo”, completou. De acordo com ele, “as mudanças estruturais virão dessa soma com a luta da rua, com a luta social, com as ocupações de terra, com as greves, com lutas de massa”.

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