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Em MG, Serra rebate Dilma e diz que ‘não existe governo terceirizado’

Ricardo Chapola

30 de outubro de 2010 | 14h33

André Mascarenhas, enviado especial em Belo Horizonte

Em coletiva no Palácio das Mangabeiras, em Belo Horizonte, o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, rebateu as declarações da petista Dilma Rousseff acerca da influência do presidente Lula em um eventual governo seu, e disse que “não existe governo terceirizado”. Serra se manifestou após Dilma dizer, também na capital mineira, que ninguém a afastará do presidente Lula.

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 Itamar, Aécio, Serra e Anastasia participam de carreata na zona sul de BH

“A gente sabe que ninguém governa no lugar de ninguém”, disse o tucano ao ser questionado sobre a fala de Dilma. “Quem é eleito é quem governa. Não existe governo terceirizado. Não é nem um problema de ser ruim ou de ser bom, é que não existe isso na história da humanidade ou na história do Brasil”, acrescentou.

Em coletiva na capital mineira, Dilma promete ‘unir o País’

Serra participa de carreata com Aécio, Itamar e Anastasia em bairros nobres de BH

O tucano aproveitou a entrevista para exaltar o que classificou como as aspirações democráticas de Minas Gerais, o segundo maior colégio eleitoral do País. “Minas tem um papel simbólico muito importante na nossa campanha, porque um dos pilares da campanha é a união das forças democráticas”, disse, após agradecer, “do fundo do coração”, ter encerrado sua campanha em Belo Horizonte ao lado dos senadores eleitos Aécio Neves (PSDB) e Itamar Franco (PPS), e do governador reeleito Antonio Anastasia (PSDB). “Esse é o Estado onde a luta pela liberdade começou e se definiu no nosso País”, acrescentou.

Serra não quis comentar o papel desempenhado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na campanha eleitoral, mas fez referência indireta a ele ao afirmar que o progresso dos últimos 25 anos “não foi obra de um homem, de um partido ou de um só governo”. “Foi obra das forças democráticas que desde Tancredo Neves e Ulysses Guimarães encaminharam o Brasil para o rumo da democracia e do desenvolvimento.”

‘Dois Brasis’. Comentando o debate de ontem, Serra afirmou também que as perguntas dos eleitores indecisos mostram a existência de dois Brasis, “o da publicidade e o Brasil real”. Segundo o tucano, as perguntas feitas pelos eleitores mostram “retrato vivo dos problemas do País”. “As pessoas que ainda não decidiram o seu voto estão longe de achar que nós estamos em um País que não tem problema de segurança, que não tem problema de moradia, que não tem problema de lentidão de obras”, exemplificou.

No ponto mais crítico da entrevista, uma das últimas que concederá como candidato, Serra voltou a atacar o loteamento de órgãos da administração pública por quadros partidários, expediente que atribui ao governo petista. “Eu sempre me pergunto: por que entregar a diretoria financeira de uma empresa pública para um partido? Pra que um partido quer isso? Pra que um partido quer um diretor da Anvisa? Pra que um partido quer controlar a BR distribuidora? Pra colaborar com o desenvolvimento do País? Eu não creio. Eu acho que é para obter vantagens”, criticou.

Fim da reeleição. Questionado se proporia o fim da reeleição caso eleito, Serra disse que, embora seja favorável ao mandato de cinco anos, esse não é um “programa de governo”.

Após a coletiva de Serra, Aécio respondeu às perguntas dos jornalistas. Disse estar “extremamente honrado” de ter compartilhado os últimos momentos da campanha com Serra e destacou o compromisso “nacional” de Mina. “Mais uma vez estamos cumprindo aqui o nosso papel, de apontar um caminho que, a nosso ver, está muito acima de preferências partidárias, de simpatias ou antipatias pessoais. Nós estamos apontando o caminho que é melhor para o Brasil”, disse.

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