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Em homenagem no Senado, FHC defende fim de sigilo de documentos

Lilian Venturini

30 de junho de 2011 | 12h31

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso defendeu o fim do sigilo eterno a documentos históricos durante a homenagem promovida pelo PSDB aos seus 80 anos, nesta quinta-feira, 30, no Senado. Fernando Henrique, porém, não deixou de falar novamente que assinou o decreto que cria o sigilo sem ler o conteúdo do documento.

“Acho que não precisa ter sigilo eterno. Vocês podem perguntar: por que você fez? Fiz sem tomar conhecimento, no último dia de mandato, uma pilha de documentos e só vi dois anos depois”, disse.

O projeto de lei que revê o fim da proteção a documentos históricos e garante o acesso a informações públicas está em tramitação no Senado. O texto foi aprovado pela Câmara, mas está parado na Comissão de Relações Exteriores, presidida pelo senador Fernando Collor (PTB-AL), contrário ao fim da proteção eterna.

A presidente Dilma Rousseff chegou a sinalizar que manteria o sigilo, mas diante da repercussão negativa deve evitar o desgaste de não manter o projeto já aprovado pelos deputados.

Elogios petistas. O presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), saudou o ex-presidente como um “homem de bem”. Colocando de lado as diferenças partidárias entre PT e PSDB, Maia cumprimentou o tucano por sua trajetória essencialmente democrática na solenidade realizada no auditório lotado do Senado Federal.

“Podemos ter divergências de conteúdo, discordância sobre alguns fatos, mas somos capazes de reconhecer em vossa excelência um homem de bem. Me sinto orgulhoso de poder dizer e afirmar que vivemos num País verdadeiramente democrático e vossa excelência tem muita responsabilidade nisso”, discursou o gaúcho. / Colaborou Andréa Jubé

Com informações da Agência Senado

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