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Em gravação, Expedito Veloso revela participação de Mercadante na compra do dossiê de 2006

Bruno Siffredi

27 de junho de 2011 | 21h51

estadão.com.br

Um dos envolvidos no “escândalo dos aloprados” de 2006, Expedito Veloso afirma em gravação divulgada no site da revista Veja nesta segunda-feira, 26, que o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, estava diretamente envolvido na compra do falso dossiê contra o tucano José Serra, então candidato ao governo do Estado de São Paulo. No áudio disponibilizado pela revista, Veloso ainda afirma que o então senador petista se aliou ao ex-governador Orestes Quércia (PMDB), morto em 2010, e que o peemedebista teria inclusive contribuído financeiramente para o montante de dinheiro usado na comprar o dossiê.

No áudio, Veloso afirma que Mercadante foi responsável pelo fracasso da empreitada, porque teria “mentido” sobre ter reunido a soma de dinheiro necessária para a aquisição do dossiê. “Teve uma mentira no processo. O Valdebran (Padilha) podia ir porque estava tudo juntado. E não estava”, diz expedito. “Se tivesse sido feito como estava combinado, o Valdebran ia chegar lá (em São Paulo) e ficar duas horas. O Valdebran alugou o avião para ficar duas horas no aeroporto. Ele foi preso quatro dias depois. Então quem é o filho da p… que mentiu pra gente?”

Ainda segundo Veloso, a montagem do dossiê foi uma iniciativa conjunta de Mercadante e Quércia, visando diminuir a vantagem de Serra na corrida pelo Palácio dos Bandeirantes. “Faltavam seis pontos para ter segundo turno. O dossiê poderia levar para o segundo turno, aí o Quércia apoiaria no segundo turno. O Quércia apoiaria ele e ganhava um naco (do governo)”, diz ele na gravação.

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