Mercadante sugere que ação contra Marta é factoide e critica afastamentos na TV Cultura
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Mercadante sugere que ação contra Marta é factoide e critica afastamentos na TV Cultura

Ricardo Chapola

13 Julho 2010 | 16h07

Por Adriana Carranca

O candidato do PT ao governo do Estado, Aloizio Mercadante, disse hoje considerar “lamentável” e “muito grave” o afastamento do jornalista Gabriel Priolli da TV Cultura, supostamente por causa da produção de reportagem sobre o custo dos pedágios nas estradas de São Paulo. “Todo mundo sabe que o pedágio é um tema incômodo ao PSDB. Tirar a reportagem do ar e afastar, no mesmo momento, um diretor de jornalismo, sendo que há outros indícios de um aparelhamento partidário de uma TV que é publica, feita com dinheiro público, é lamentável”, disse Mercadante. “Considero o episódio muito grave. Espero que os dirigentes da TV Cultura tenham bastante cuidado e que o João Sayad e o Fernando Vieira de Mello, profissionais a quem admiro, sejam capazes de manter o pluralismo e não ceder a pressões partidárias.”  

Mercadante também sinalizou motivação política em relação ao processo aberto pelo Ministério Público para investigar suposto crime de improbidade administrativa na gestão de Marta Suplicy (PT) como prefeita de São Paulo, dizendo não ser bom para a democracia “criar fatos ruins em véspera de eleição”. “Eu estranho o fato de que faz seis anos que ela deixou a Prefeitura. Por que foi aparecer isso a três meses da eleição? Não é bom para a democracia essa morosidade, muito menos criar fatos ruins na véspera de uma eleição. Não ajuda no processo, na isenção, no equilíbrio que precisamos para investigar.”  O candidato não quis falar em “influência” sobre a decisão da Justiça. “Apenas não entendo por que atrasaram tanto para investigar um episódio só agora.”  

Outro lado

O PSDB rebateu as declarações de Mercadante. “Não houve qualquer influência do PSDB na decisão da TV Cultural de demitir o jornalista. Nós nos pautamos pelo princípio declarado por Mário Covas, quando tomou posse em São Paulo: ‘Há coisas que pagamos, mas nas quais não mandamos’. É isso o que nortreia o PSDB em relação a empresas estatais”, disse o deputado federal Edson Aparecido (PSDB-SP), sobre nota publicada no Radar Político. “Quem tenta controlar a imprensa e limitar a libedade de expressão é o PT. Talvez o senador Mercadante tenha se pautado por isso, pelo plano de governo da candidata Dilma Rousseff (PT) entregue ao TSE,   para supor que o PSDB também teria uma atitude essa em São Paulo.”  

Texto atualizado às 20h45

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